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Prevenção é o caminho para evitar amputações

Você sabia? A cada vinte segundos, uma pessoa com diabetes sofre amputação. Essa estatística, publicada pela IWGDF, é real e desoladora

Every 20 seconds somewhere in the world someone loses a leg due to the complications of diabetes. At this moment, millions of people with diabetes suffer from poorly healing foot ulcers.


Por que isso acontece?

Muitas vezes, o paciente não percebe pequenos machucados nos pés. Frases comuns que escuto no consultório:

  • “Dra, fui à praia e meu pé queimou.”
  • “Dra, estava de chinelo e furei o dedo, mas não senti nada.”
  • “Dra, cortei a unha e machuquei, quando vi já estava vermelho e inchado.”
  • “Dra, andei muito e não percebi que tinha machucado.”

 

Quando a pessoa não sente os pés, continua sua rotina normalmente. E o machucado contamina. Ao tomar banho, caminhar ou realizar atividades diárias, a ferida vai piorando. Quando finalmente percebe, muitas vezes já existe uma infecção grave — e pode ser tarde demais para evitar amputação.

Cuidados são essenciais

Inspeção diária: Se não sente os pés, é fundamental olhar para eles todos os dias. Use um espelho ou peça ajuda de alguém. Assim, qualquer problema é identificado cedo.

Feridas: o que fazer imediatamente

  • Se encontrar um machucado: lave imediatamente com sabonete líquido adequado, como o da byCORPUS, e utilize um antisséptico.
  • Proteja a ferida: nunca tome banho sem cobrir o machucado.
  • Curativo fechado: enquanto não chega ao profissional, mantenha a ferida protegida contra contaminação com um curativo fechado.
  • Sugestão adicional: pode aplicar um óleo ozonizado para auxiliar na proteção.
  • Procure ajuda profissional sem demora: não hesite em buscar atendimento com um enfermeiro estomaterapeuta ou um médico.
  • Corra para o posto de saúde: a rapidez é fundamental para evitar complicações.

Tratamentos numa clínica de estomaterapia integrativa

Ao buscar atendimento rápido, os tratamentos podem ser iniciados imediatamente:

  • Limpeza terapêutica com ozônio
  • Terapia fotodinâmica com laser
  • Curativos especiais com efeito antimicrobiano

Essas medidas ajudam a impedir que as bactérias avancem, potencializam a cicatrização e diminuem os riscos de complicações que podem levar à amputação.

Em alguns casos, antibióticos podem ser necessários, por isso é fundamental contar com assistência médica concomitante.

O tempo conta

Para salvar pés em risco, urgência deve estar presente tanto na mente quanto na ação.

O ciclo perigoso

  • A infecção piora a glicemia e a glicemia alta dificulta a cicatrização. Assim, forma-se um ciclo que exige rigor no controle.

Um pouco da ciência

O guideline vigente do IWGDF (2023) apresenta esse cenário e já está em preparação uma nova versão para 2027. Infelizmente, dada a situação atual dos cuidados preventivos ainda insuficientes em muitos países, as estatísticas podem não ter melhorado.

  • Em 2021, 537 milhões de adultos entre 20 e 79 anos viviam com diabetes em todo o mundo (International Diabetes Foundation).

Pessoas com diabetes têm risco anual de cerca de 2% de desenvolver úlceras nos pés.

Ao longo da vida, esse risco chega a 19–34%. Essas úlceras são responsáveis por 40–70% das amputações não traumáticas de membros inferiores.

Em um grande estudo prospectivo, após 1 ano de acompanhamento de úlceras infectadas:

Apenas 46% cicatrizaram (10% delas voltaram a aparecer).

15% dos pacientes morreram.

17% precisaram de amputação.

 

 

Você em boas mãos

As estomaterapeutas integrativas representam um verdadeiro diferencial no tratamento de feridas complexas. Elas unem conhecimento técnico, visão sistêmica e práticas complementares, garantindo resultados mais seguros e inovadores.

Com o protagonismo do Instituto Beatriz Yamada e a liderança de Dra. Beatriz Yamada e Dra. Suzana Aron, nosso modelo terapêutico de cicatrização complexa vai além do tradicional: cada vez mais humanizado, integrativo e transformador.

Nossa missão é oferecer cuidado especializado e contínuo, prevenindo complicações e reduzindo o risco de amputações, sempre com foco na qualidade de vida e no bem-estar dos pacientes.

Nossos Programas

  • Programa de Podiatria Avançada: Consultas mensais de cuidados com os pés, voltadas para prevenção de feridas e inspeção detalhada, garantindo que qualquer alteração seja identificada precocemente.
  • Programa Avançado de Cicatrização: Tratamentos inovadores com ozonioterapia, terapia fotodinâmica com LASER e curativos antimicrobianos, que aceleram a cicatrização e reduzem complicações.
  • Atendimento de Psicologia: Apoio psicológico para pacientes e familiares, fortalecendo a adesão ao tratamento e promovendo bem-estar integral.
  • Educação em Saúde:  Orientação prática e contínua para que cada paciente desenvolva consciência preventiva, saiba inspecionar os pés diariamente e busque ajuda imediata diante de qualquer ferida.

Nossa clínica

Estamos na cidade de São Paulo, no bairro Butantã, em local de fácil acesso, prontos para acolher você com dedicação e excelência.

Agende sua consulta e descubra como a estomaterapia integrativa pode transformar o seu tratamento.
Toque no WhatsApp flutuante.

 

Estomaterapeutas Integrativas como diferencial no tratamento de feridas complexas

O cuidado com feridas sempre foi parte essencial da prática de enfermagem. No passado, os recursos eram limitados e o foco estava em manter a limpeza e a proteção da lesão. A partir da década de 1950, com a descoberta de que a cicatrização acontece melhor em meio úmido, iniciou-se uma verdadeira revolução: surgiram novas tecnologias e produtos que transformaram o tratamento de feridas.

Da estomia às feridas complexas

As enfermeiras estomaterapeutas (ET) nasceram na vanguarda do cuidado com estomias. A experiência com barreiras de proteção em hidrocoloides abriu caminho para que esse conhecimento fosse aplicado também em feridas de difícil cicatrização. Com a formação especializada em estomaterapia, reconhecida mundialmente, os enfermeiros passaram a aprofundar a visão sistêmica da cicatrização, compreendendo que fatores locais e gerais do paciente precisam ser integrados para um tratamento eficaz.

O Instituto Beatriz Yamada: inovação e liderança

O Instituto Beatriz Yamada, localizado em São Paulo, é referência nacional e internacional em estomaterapia e cicatrização complexa. Sempre inovador, une formação especializada, pesquisa e prática clínica, consolidando-se como protagonista na evolução do cuidado com feridas.

À frente do serviço estão duas enfermeiras altamente capacitadas: Dra. Beatriz Yamada e Dra. Suzana Aron. Com mais de quatro décadas de experiência em enfermagem e quase três décadas dedicadas à estomaterapia, juntas somam, metaforicamente, um século de prática clínica. Ambas tiveram papel fundamental no desenvolvimento da estomaterapia brasileira: Dra. Beatriz foi presidente da SOBEST por sete anos, tendo a Dra. Suzana como uma de suas tesoureiras.

Paixão pelas práticas integrativas

As duas especialistas são ávidas pelas práticas integrativas e compartilham a formação em aromaterapia clínica e a podiatria clínica.

  • Dra. Beatriz Yamada: especialista em dermatologia pela SOBENDE em ozonioterapia pela ABOZ e referência em laserterapia, sempre buscando inovação para potencializar a cicatrização.
  • Dra. Suzana Aron: além da atuação clínica, realiza um trabalho social admirável junto a uma ONG que assiste pessoas em situação de rua, levando cuidado e dignidade a quem mais precisa.

Saúde mental como diferencial

Um dos grandes diferenciais da Dra. Beatriz Yamada é sua sólida formação em saúde mental. Graduada em Psicologia, pós-graduada em Psicanálise Winnicottiana e com formação em terapia EMDR, ela integra saúde mental ao tratamento de feridas. Esse olhar permite acolher o paciente em sua totalidade, reconhecendo que o sofrimento emocional pode impactar diretamente o processo de cicatrização. Ao unir saúde mental e estomaterapia, Dra. Beatriz oferece um cuidado mais humano, completo e eficaz.

Você em boas mãos

As estomaterapeutas integrativas representam um verdadeiro diferencial no tratamento de feridas complexas. Elas unem conhecimento técnico, visão sistêmica e práticas complementares, garantindo resultados mais seguros e inovadores.

Com o protagonismo do Instituto Beatriz Yamada e a liderança de Dra. Beatriz Yamada e Dra. Suzana Aron, nosso modelo terapêutico de cicatrização complexa vai além do tradicional: cada vez mais humanizado, integrativo e transformador.

Dra. Beatriz F. A. Yamada – PhD 

Doutora e Mestre em Saúde do Adulto pela EEUSP, é reconhecida como pioneira da Estomaterapia no Brasil.
Com formação em enfermagem, psicologia e psicanálise winnicottiana, construiu uma trajetória marcada pela integração entre ciência e cuidado humano.

Sua visão empreendedora e empresarial ultrapassou seus próprios negócios. Dedicou cerca de 10 anos de sua carreira à estruturação da SOBEST, onde fundou a Revista ESTIMA e atuou como editora por 7 anos, além de desenvolver projetos inovadores — entre eles, a viabilização da sede própria da instituição.

Há mais de quatro décadas, dedica-se à assistência clínica, ensino e desenvolvimento de abordagens inovadoras que integram estomaterapia, dermatologia, podiatria, aromaterapia e saúde mental.

 


Dra. Suzana Aron (Ms)

Enfermeira, estomaterapeuta e mestre pela UNIFESP, possui mais de 28 anos de experiência no cuidado de feridas e na indústria de tecnologias voltadas à cicatrização.

É criadora do método CICATRIZE®, que integra segurança clínica ao uso terapêutico de óleos essenciais.
Também atua com aromaterapia clínica e podiatria, contribuindo para uma abordagem ampliada e eficaz no cuidado dos pacientes.

Sua trajetória inclui a formação e capacitação de milhares de profissionais da saúde.

 


Nossa clínica

No Instituto Beatriz Yamada, você encontra cuidado especializado e inovador para feridas complexas, conduzido por profissionais com décadas de experiência e paixão pela enfermagem integrativa.

Estamos na cidade de São Paulo, no bairro Butantã, em local de fácil acesso, prontos para acolher você com dedicação e excelência.

Agende sua consulta e descubra como a estomaterapia integrativa pode transformar o seu tratamento.
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Porta de entrada para infecção

Terapia para matar bactérias

Cicatrização de feridas crônicas pede limpeza terapêutica frequente

Por que feridas crônicas demoram para cicatrizar? A cicatrização de feridas crônicas é um processo complexo e muitas vezes demorado. Isso acontece por diversos motivos. Do ponto de vista sistêmico, doenças e o uso de certos medicamentos podem atrapalhar o reparo natural do corpo. Já localmente, o grande desafio é a presença de micro-organismos.

Os micro-organismos. competem por nutrientes e oxigênio e, quando a carga microbiana aumenta, favorecem a formação dos chamados biofilmes — uma espécie de “escudo protetivo” que dificulta a ação das defesas naturais. Importante destacar que a formação de biofilme não está associada apenas à infecção: o crescimento gradual dos micro-organismos já pode levar à sua formação, mesmo sem sinais de infecção. Por isso, a limpeza terapêutica é indispensável.

Visualmente, às vezes é possível observar uma camada brilhante ou opaca, semelhante a um “limo”, que pode indicar sua presença. No entanto, a ausência dessa aparência não significa que o biofilme não exista. O ideal é que uma ferida saudável tenha aspecto vivo, nutrido e limpo. Qualquer alteração nesse padrão merece intervenção.

O papel da limpeza

Para que o corpo consiga se recuperar, algumas medidas são fundamentais. Além de estabilizar o estado geral do paciente, é preciso manter um microambiente estável na ferida. A primeira linha de defesa é a limpeza terapêutica do leito e da pele ao redor, feita com substâncias que contenham surfactantes e pH acidificado. Um sabonete com características fisiológicas pode ser um grande aliado nesse processo.

As bactérias têm ciclos de desenvolvimento muito rápidos. Isso significa que, em feridas crônicas, os procedimentos de limpeza devem ser realizados com mais frequência. Assim como tomamos banho diariamente para manter a pele limpa, faz sentido pensar em uma rotina semelhante para o leito das feridas. A limpeza terapêutica regular faz toda a diferença: o corpo não consegue trabalhar em um terreno sujo.

Tecnologias que ampliam o cuidado com biofilme

Existem também recursos que potencializam a limpeza e o combate aos micro-organismos:

  • Ozonioterapia, ajustada para ação antimicrobiana.
  • Terapia fotodinâmica, que combina laser e uma substância fotossensibilizante, provocando uma reação tóxica contra os micro-organismos.

Após essas intervenções, o leito da ferida fica preparado para receber uma cobertura adequada, favorecendo o trabalho natural de reparo do corpo.

 


Estudo científico sobre biofilmes

“Os biofilmes são comunidades de micro-organismos envoltas em uma matriz protetora, responsáveis pela persistência de infecções e pela resistência antimicrobiana. Estudos mostram que a prevalência de biofilme em feridas crônicas varia entre 20% e 100%, o que evidencia sua relevância clínica. Apesar dos avanços em pesquisas laboratoriais sobre terapias antimicrobianas e anti-biofilme, ainda não há protocolos clínicos padronizados. O grande desafio atual é traduzir descobertas laboratoriais em estratégias seguras e eficazes à beira do leito, capazes de melhorar os desfechos clínicos.”
(Goswami AG, Basu S, Banerjee T, Shukla VK. Biofilm and wound healing: from bench to bedside. Military Medical Research. 2023;10(1):11. doi:10.1186/s40001-023-01121-7)

 

Em defesa da limpeza

Diante dessa realidade científica, reforçamos que nossas ações de limpeza terapêutica realizadas com mais frequência, junto às tecnologias complementares, são ferramentas práticas para lidar com esse inimigo invisível. Ao manter o leito da ferida limpo e estável por meio de intervenções regulares, reduzimos a chance de biofilme se consolidar e damos condições para que o corpo realize seu trabalho natural de cicatrização.

No nosso serviço de estomaterapia, valorizamos a avaliação sistêmica do paciente com feridas, sempre com um olhar ampliado para o leito e para a pele ao redor. A avaliação cuidadosa é uma ferramenta fundamental para garantir assertividade terapêutica e melhores resultados.


Como trabalhamos 

Em nosso serviço, contamos com enfermeiras especialistas em estomaterapia e dermatologia, com formação adicional em terapias integrativas (aromaterapia, ozonioterapia, laserterapia), além de uma psicóloga clínica certificado em Terapia EMDR. Assim, garantimos um cuidado integral, que une ciência, tecnologia e atenção às necessidades mais amplas do paciente, indo além do físico.

Valorizamos também o cuidado das emoções, pois sabemos que feridas crônicas geram sofrimento e distresse (estresse ruim).

No campo da saúde mental, recursos da terapia EMDR ajudam a modular emoções e oferecer segurança ao paciente. Em alguns casos, pode ser necessária uma psicoterapia mais aprofundada para tratar memórias traumáticas que alimentam estresse e ansiedade. É importante lembrar: ansiedade e estresse em excesso retardam a cicatrização.

Se você está enfrentando o desafio de uma ferida crônica que não cicatriza, saiba que existe caminho.
Marque sua consulta conosco e permita que nossa equipe especializada ajude você a recuperar qualidade de vida.

Estomaterapia Integrativa: muito além do curativo na cicatrização

Com seu espírito pioneiro em Estomaterapia, o Instituto Beatriz Yamada, sob a liderança da Dra. Beatriz F. A. Yamada, integra à sua prática clínica a parceria com a Dra. Suzana Aron, somando expertises ao cuidado especializado em cicatrização e Podiatria já desenvolvidos no Instituto.

Quando pensamos em feridas, é comum imaginar apenas o curativo. Mas a realidade é muito mais complexa — e, ao mesmo tempo, cheia de possibilidades de cuidado.  A Estomaterapia Integrativa propõe exatamente isso: um olhar ampliado sobre a cicatrização, considerando não apenas a lesão, mas a pessoa como um todo. No Instituto Beatriz Yamada, esse cuidado vai além da técnica. Ele integra corpo, mente e contexto de vida para promover uma recuperação mais segura, eficaz e duradoura — incluindo também a saúde dos pés e das unhas, frequentemente negligenciada.

O desafio que muitas vezes não é visto

No mundo, ocorre uma amputação a cada 20 segundos relacionada ao tratamento inadequado de feridas em pessoas com diabetes. Esse dado não fala apenas sobre gravidade — ele revela algo ainda mais importante: muitos desses desfechos poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e abordagem especializada.

E isso inclui não apenas feridas abertas, mas condições como:
• Onicomicose (micose de unha)
• Unhas encravadas
• Fissuras e calosidades
• Alterações estruturais dos pés

Essas condições, quando negligenciadas, podem evoluir para quadros mais graves, especialmente em pacientes de risco.

Um olhar sistêmico sobre a cicatrização e a saúde dos pés

Cada paciente carrega uma história — clínica, emocional e biológica. Por isso, a Estomaterapia Integrativa parte de uma análise profunda que considera:

• Condições metabólicas
• Circulação sanguínea
• Estado nutricional
• Aspectos emocionais e psicológicos
• Integridade da pele, unhas e estrutura dos pés

Todos esses elementos influenciam diretamente a capacidade do corpo de cicatrizar e se proteger.

Como funciona a abordagem clínica

A prática clínica integrativa se estrutura em quatro pilares:

1. Avaliação precisa: um exame detalhado da pele, das feridas e das condições podológicas permite identificar fatores que retardam a cicatrização ou aumentam riscos.

2. Personalização terapêutica: protocolos exclusivos são desenvolvidos tanto para feridas quanto para alterações ungueais, como a onicomicose, respeitando as necessidades individuais.

3. Inovação e tecnologia: recursos avançados são utilizados para potencializar o processo de reparo tecidual e o tratamento de infecções e alterações nos pés.

4. Gestão de riscos: estratégias preventivas são fundamentais, especialmente para evitar complicações em pés de risco, como no diabetes.

 

 Muito além da pele: o cuidado completo.
A cicatrização eficaz e a saúde dos pés exigem um cuidado multidimensional.

Por isso, os tratamentos podem incluir:
• Tratamento especializado de feridas complexas
• Podiatria clínica (onicomicose, unhas encravadas, calosidades, fissuras)
• Laser sistêmico e local
• Ozonioterapia
• Aromaterapia clínica
• Recursos biofísicos complementares (Bio Rife)
• Psicoterapia EMDR, auxiliando na redução de estresse, ansiedade e na ressignificação de experiências que impactam a adesão e o processo de cicatrização

Liderança clínica: experiência que sustenta o cuidado

O Serviço de cicatrização integrativa do Instituto Beatriz Yamada é liderado por profissionais com sólida formação e ampla experiência clínica, que unem ciência, prática e inovação no cuidado integrativo.

 


Dra. Suzana Aron (Ms)

Enfermeira, estomaterapeuta e mestre pela UNIFESP, possui mais de 28 anos de experiência no cuidado de feridas e na indústria de tecnologias voltadas à cicatrização.

É criadora do método CICATRIZE®, que integra segurança clínica ao uso terapêutico de óleos essenciais.
Também atua com aromaterapia clínica e podiatria, contribuindo para uma abordagem ampliada e eficaz no cuidado dos pacientes.

Sua trajetória inclui a formação e capacitação de milhares de profissionais da saúde.

 

 

 

 


Dra. Beatriz F. A. Yamada – PhD 

Doutora e Mestre em Saúde do Adulto pela EEUSP, é reconhecida como pioneira da Estomaterapia no Brasil.
Com formação em enfermagem, psicologia e psicanálise winnicottiana, construiu uma trajetória marcada pela integração entre ciência e cuidado humano.

Sua visão empreendedora e empresarial ultrapassou seus próprios negócios. Dedicou cerca de 10 anos de sua carreira à estruturação da SOBEST, onde fundou a Revista ESTIMA e atuou como editora por 7 anos, além de desenvolver projetos inovadores — entre eles, a viabilização da sede própria da instituição.

Há mais de quatro décadas, dedica-se à assistência clínica, ensino e desenvolvimento de abordagens inovadoras que integram estomaterapia, dermatologia, podiatria, aromaterapia e saúde mental.

 

Um cuidado que transforma a jornada de cura

Com uma abordagem que une técnica, experiência e visão integrativa, o Instituto Beatriz Yamada propõe algo essencial:
não tratar apenas a ferida ou a unha — mas cuidar da pessoa como um todo. Porque onde muitos veem apenas um problema localizado, existe um organismo inteiro que precisa de atenção, estratégia e equilíbrio.


O verdadeiro benefício

Quando o cuidado é feito de forma integrada:
• A cicatrização tende a ser mais rápida
• O risco de complicações diminui
• Infecções ungueais como a onicomicose são tratadas de forma eficaz
• A dor e o desconforto são reduzidos
• A mobilidade é preservada
• A qualidade de vida melhora significativamente


Um convite ao cuidado consciente

Esperar o tempo resolver nem sempre é a melhor escolha.
A cicatrização e a saúde dos pés exigem acompanhamento especializado, diagnóstico preciso e intervenção adequada.
Cuidar cedo é preservar autonomia, mobilidade e bem-estar.

Seu corpo precisa de cuidado, não de espera. Agende sua avaliação e permita-se iniciar uma recuperação mais segura e eficaz.

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SÉRIE TECNOLOGIAS PARA FERIDAS: O ALGINATO

Continuando nossa série sobre tecnologias, vamos ao mago das águas, o Super alginato. Salvador dos marinheiros. Essa substância é usada para muitos propósitos, não sendo exclusividade do universo das feridas. Siga lendo e veja que conteúdo legal. Deixe seus comentários ao final.

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De onde vem o alginato?

 

O ácido algínico e seus sais, extraídos de algas marinhas, têm sido utilizados para vários propósitos comerciais tais como1:
estabilizante e espessante na indústria alimentícia (estabilizar a espuma da cerveja e controlar a viscosidade de sopas e molhos de saladas);

  • alimento de animais e peixes;
  • fertilizante agrícola;
  • preparações tópicas e soluções orais como laxantes e antiácidos;
  • adjuvante na fabricação de vacinas e componentes de moldagem na odontologia, entre outros.

No tratamento de feridas, suas propriedades curativas são conhecidas há vários séculos, sendo tradicionalmente denominadas como “a cura dos marinheiros”.1 Porém, foi somente em 1881, que o químico britânico Standford extraiu o ácido algínico.2 A fibra que se produzia na época era usada, principalmente, na indústria têxtil, sendo somente uma pequena parte aplicada em cirurgia e feridas. 1

Morgan, 1996,1 numa revisão da literatura referente ao alginato, constatou que foi somente a partir de 1948 que inúmeras publicações foram realizadas sobre sua aplicação em feridas de diferentes etiologias, ressaltando-se suas propriedades como agente hemostático tanto para prevenção quanto para controle de hemorragia e, bem como sua aparente ausência de toxicidade.

Na década de 70, o alginato passou a ser produzido sinteticamente, todavia devido aos custos elevados para essa produção, limitou-se a sua utilização por quase uma década. Com o avanço nas técnicas de produção e na melhor compreensão do processo de reparação tecidual, a partir da década de 80 ressurgiu o interesse por essa tecnologia, sendo a marca Sorbsan® a primeira a ser comercializada, em 1983.1

O alginato tem sido uma cobertura amplamente usada até os dias de hoje, e diversas marcas foram desenvolvidas a partir de então, com variação da sua composição na quantidade de ácido manurônico e gulurônico e dos íons de cálcio e sódio.

Existem quatro principais grupos de algas marinhas (verde, azul, vermelha e marrom). Os alginatos acontecem naturalmente como uma mistura de sais de ácido algínico encontrada principalmente na forma de sódio em certas espécies de algas marrons denominadas Phoeophyceae (feofíceas), incluindo: Macrocystis pyrifera (sargaço gigante); Laminaria digitata (sargaço rabo de cavalo); Laminaria Saccharina (sargaço doce). O rendimento da produção de alginato é de 20 a 25%, dependendo da espécie.1

A alga que é usada para produção de curativos é coletada principalmente das águas do arquipélago Hebrides, localizado na costa oeste da Irlanda, mas também de muitas outras costas marinhas ao redor do mundo.1

A estrutura do ácido algínico consiste na união de cadeias lineares de resíduos de ácido manurônico e do ácido gulurônico arranjados em blocos lineares. A proporção dos ácidos varia de uma espécie para outra. O alginato rico em ácido gulurônico forma um gel forte, mas quebradiço, enquanto o curativo rico em ácido manurônico é mais fraco, porém mais flexível. Esta proporção é importante, pois afeta a estrutura do polímero, por conseguinte a reologia, a formação do gel e a propriedade de troca de íons.1

Ao analisar as marcas de placas de alginato, verifica-se uma variabilidade das proporções dos ácidos e dos íons. Alguns possuem somente cálcio, outros cálcio e sódio. Todavia tanto as bulas quanto a própria literatura sobre feridas não são suficientemente esclarecedoras quanto ao processo realizado industrialmente.

 

O processo de fabricação

Para a fabricação da fibra de alginato é realizada uma reação de troca iônica.
A extração da alga marinha é feita com a utilização de diluentes de base alcalina, resultando na formação de um pó de alginato de sódio que, por ser solúvel em água, transforma-se numa solução coloidal viscosa. Essa solução é passada por um fino orifício para uma banheira que realiza movimentos giratórios, contendo íons de cloreto de cálcio. Assim, as fibras são precipitadas em alginato de cálcio insolúvel, sendo essa uma reação de decomposição dupla simples.1

Uma reação reversa ocorre quando as fibras de alginato de cálcio são colocadas em uma solução contendo excesso de íons de sódio. Os íons de cálcio das fibras são trocados por sódio e, assim, o material torna-se solúvel. Deste modo, quando em contato com o soro plasmático ou com o exsudato da ferida, o alginato de cálcio, que é insolúvel, é parcialmente convertido para um sal de sódio solúvel. Um gel hidrofílico é então formado sobre a ferida promovendo um meio úmido ideal para a reparação tecidual, e uma troca de curativo sem dor.1

 

A indicação para feridas

O alginato é uma cobertura absorvente, conseguindo reter de 15 a 20 vezes seu próprio peso em exsudato.1 Assim sendo, deve ser aplicada em feridas que apresentem exsudação moderada a elevada. Seu uso é indicado em feridas de diversas etiologias, sejam superficiais ou profundas, agudas ou crônicas, sangrantes ou não, com ou sem infecção. Com relação às feridas infectadas, escolher àqueles associados com antimicrobianos, pois terão melhor efetividade no tratamento.

O alginato pode estar associado a outras formulações como hidrogéis, hidrocolóides e colágeno. Sua apresentação também pode ser em pó, todavia a mais usual é em fibra, em forma de tira ou placa.

Quando na utilização em fibra, a recomendação de troca varia entre três a sete dias no máximo, ou quando estiver saturado. Ressaalta-se que dificilmente durará sete dias, dada sua principal indicação.

Em feridas altamente exsudativas, poderá durar menos que 24 horas, devendo o profissional avaliar adequadamente essa variável para determinar a periodicidade de troca.

Na prática, ao ser o exsudato transferido para o curativo secundário significa a saturação da fibra. A sua aplicação em feridas com baixo volume de exsudato provocará aderência completa no leito da ferida, ocasionando dor e perda da função do curativo.

Com relação às propriedades hemostáticas do alginato, é a presença do íon de cálcio que contribui no desencadeamento e evolução da via intrínseca da cascata de coagulação e, consequentemente, no controle do sangramento.

Existem muitas marcas no mundo e no Brasil que possuem essa tecnologia, que também tornou-se muito comum.

Espero que você aprecie, deixe seus comentários e encaminhe para a rede social de alguém.

Meu apreço a você que chegou até aqui e leu.

Dra Beatriz Farias Alves Yamada

Enfermeira (graduada em 1989) Estomaterapeuta e Dermatológica
Doutora e Mestre em Enfermagem pela EEUSP
Pós-graduada em Aromaterapia
Pós-graduanda em Ozonioterapia
Escritora, palestrante, professora
Empresária, proprietária das empresas byCorpus e IBYamada

 

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Referências

  1. Morgan D. Alginate dressings. Journal of tissue vaibility 1996; 7 (1).
  2. Standford E. On algin: a new substance obtained from some of the commoner species of marine algae. Chemistry News 1883; 47: 254-257. In: Morgan D. Alginate dressings. Journal of tissue vaibility 1996; 7 (1).

OBS: no material original, contribuíram comigo as enfermeiras: Cláudia Cristine de Souza Gonçalves; Maria Gabriela Secco Cavicchioli; Kelly Cristina Strazzieri Pulido; Rosangela Aparecida de Oliveira; Suely Rodrigues Thuler.
Acréscimos foram realizados nesse conteúdo atual.

SÉRIE TECNOLOGIAS PARA FERIDAS: O HIDROCOLOIDE

Tive a ideia que fazer uma séria chamada TECNOLOGIAS para feridas quando encontrei um arquivo com um material já produzido, tempos atrás. Já que tenho esse blog, considero que será mais útil aos profissionais terem esse material publicado aqui. Assim, farei a partilha dele por temas. Esse primeiro será sobre o hidrocoloide, o grande precursor das tecnologias.

A elaboração do conteúdo foi feita a partir da experiência clínica e da leitura das bibliografias abaixo, consultadas à época.

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Vamos lá saber mais sobre essa tecnologia tão presente em nossas vidas como especialistas?

O que é um hidrocolóide (HDC)? Hidrocolóide é a junção dos termos hidro + colóide que, misturadas com água, formam géis.

Os principais hidrocolóides encontrados nas tecnologias

Carboximetilcelulosepolímero solúvel em água obtido por meio da ação do derivado sólido do ácido cloroacético sobre a celulose alcalina. Age como espessante. Nos curativos sua principal função é hidratação.

Pectinacarboidrato purificado hidrossolúvel e absorvente, proveniente da parede celular das plantas, em contato com água a absorve tornando-se um gel.

Gelatina proteína purificada hidrossolúvel, branca ou levemente amarelada, cujo odor e sabor são pouco pronunciados. É obtida pela hidrólise parcial do colágeno da pele e dos ossos de animais.

 

As apresentações de coberturas feitas a partir de hidrocoloides e seu modo de usar

A apresentação de curativos com HDC s pode ser em placa, fibra, gel, pasta e pó e essa versatilidade permite utilizá-los em feridas superficiais ou profundas, de diferentes etiologias, com ou sem presença de necrose, infectadas (desde que haja antimicrobiano) ou não e em qualquer fase do processo de reparação, desde que a escolha seja norteada pela situação do leito da ferida, a saber, tipo de tecido, volume de exsudato, condição microbiana e também a situação da pele ao redor.

Nas feridas mais planas há mais versatilidade para selecionar qualquer uma das apresentações, desde que guiado pelo tipo de tecido e volume de exsudação. Naquelas com cavidades preenche-se com pasta ou fibra, e nas secas aplica-se o gel. Cuidado deve ser tomado na aplicação das placas aderentes em epitélios recém-formados, pois podem ser removidos no momento de sua retirada. Em feridas infectadas devem ser indicados apenas aqueles hidrocolóides acrescidos de substâncias antimicrobianas.

O hidrocolóide em fibra, mais conhecido como hidrofibra, é formado somente da carboximetilcelulose e tem como grande vantagem proteger a pele ao redor da ferida da maceração devido a sua propriedade de absorção vertical do exsudato, e ter apresentação com e sem antimicrobiano, ou seja prata. Como desvantagem, dor e traumatismos podem ocorrer caso haja aderência da fibra nas margens da ferida. Isso acontece devido ao menor volume de exsudato nessa interface e, como prevenção, pode-se umedecer esse perímetro com uma barreira oleosa de ácidos graxos essenciais, por exemplo.

Com relação ao exsudato, a apresentação em fibra é a mais versátil, pois, desde que tomados os devidos cuidados, pode ser indicada em presença de exsudação baixa a excessiva. Assim, quando aplicada naquelas com baixo volume é imperativo ser previamente umedecida, caso contrário produzirá ressecamento e aderência no leito. Nesse caso usar somente se não houver outra alternativa nos arsenais das tecnologias.

A fibra absorve o exsudato prendendo na sua estrutura as bactérias nele contidas. Também se conforma com o formato da ferida, promovendo um meio gelatinoso, similar a uma placa de hidrogel que, acredita-se, facilitar a reparação. Sua alta capacidade de absorção diminui as trocas, reduzindo custos com o tratamento e deixando a ferida seguir seu curso sem frequentes interrupções do processo de reparo. A apresentação com a prata executa seu papel bactericida na própria cobertura.

A apresentação de hidrocolóide em placa, composta externamente por filme ou espuma de poliuretano atua como uma barreira física impermeável aos líquidos, gases, vapores e microorganismos. Esse isolamento do ar atmosférico mantém a temperatura em torno de 37ºC, ideal para o crescimento celular, e provoca hipóxia no leito da ferida, estimulando a angiogênese e, adversamente a hipergranulação.

Os hidrocolóides em placas possuem também materiais adesivos sensíveis à pressão, cuja adesão inicial é maior que algumas fitas adesivas. Depois da aplicação, a absorção do vapor d’água transepidérmico modifica essa aderência aumentando-a mais ainda no decorrer do seu uso. Essa aderência não ocorre no leito da ferida devido à absorção do exsudato e consequente formação de gel.

Ao indicar-se as placas adesivas de hidrocolóide seleciona-se um tamanho de tal maneira que seja deixada uma margem de segurança de 1 a 2 cm para promover uma boa aderência na pele íntegra. O mesmo princípio deve ser considerado na utilização da fibra, pois na medida em que o exsudato é absorvido ela encolhe.

As placas adesivas podem ser classificadas como coberturas primárias (contato direto com o leito) ou secundárias (colocada acima da primária). As demais apresentações são todas primárias, necessitando sempre de uma cobertura secundária.

Comercializados em vários tamanhos, formatos e espessuras, as apresentações em placa adesivas e em fibra podem ser recortadas. Mas placas quando cortadas podem necessitar de ajuste com outra tecnologia como filmes de poliuretano ou fitas adesivas.

Os curativos de hidrocolóides podem permanecer na ferida até sete dias ou até quando houver sinais de saturação, mas sua permanência está intimamente relacionada ao volume de exsudato presente na ferida e a apresentação. Quando os curativos não são trocados a intervalos apropriados, pode ocorrer maceração da pele peri-ferida, exceção se faz a apresentação em fibra, que possui absorção vertical, como referido anteriormente.

Com relação à contra-indicação, os curativos de hidrocoloides placas adesivas convencionais (sem adição substância para controle microbiano) não devem ser aplicados em feridas infectadas, especialmente por anaeróbios, por favorecerem um meio ideal para a proliferação de microorganismos. Além disso, devem ser evitados por pessoas alérgicas aos componentes do produto. Ressalta-se que na presença de infecção sejam usadas as apresentações com presença de antimicrobiano.

As barreiras para uso nos dispositivos são feitos de hidrocoloides também. Aliás, é daí que tudo nasceu e foi derivado para as lesões de pele aguda e crônica.

Hidrocoloides podem ser usados até em recém-nascidos pré-termo. As apresentações extrafinas são bem adotadas para proteção em áreas de fixação de tubos, cateteres etc.

Existem muitas marcas no mundo e no Brasil que possuem essa tecnologia. Tornou-se muito comum.

Espero que você aprecie.


Dra Beatriz Farias Alves Yamada

Enfermeira (graduada em 1989) Estomaterapeuta e Dermatológica
Doutora e Mestre em Enfermagem pela EEUSP
Pós-graduada em Aromaterapia
Pós-graduanda em Ozonioterapia
Escritora, palestrante, professora
Empresária, proprietária das empresas byCorpus e IBYamada

 

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Referências Consultadas

Moderno dicionário da língua portuguesa [on line]. São Paulo: Editora Melhoramentos Ltda; 2007. Disponível em <http://michaelis.uol.com.br> em 07 de dezembro de 2007.

Borges EL, Saar SRC, Magalhães MBB, Gomes FSL, Lima VLAN. Feridas: como tratar. Belo Horizonte: Coopmed; 2008.

Dealey C. Cuidando de feridas: um guia para as enfermeiras. São Paulo: Atheneu Editora; 2001.

Bryant RA. Acute and chronic wounds: nursing management. 2nd ed. St Louis: Mosby; 2000.

Silva AA. Carboximetilcelulose. [on line] Apresenta ficha técnica do produto. São Paulo: Minérios Ouro Branco Ltda. Produtos Químicos; 2004. Disponível em: <http://www.ourobranco.com.br/produto.php?id=35&&lingua=pt> em 07 de dezembro de 2007.

Plury Química. Carboximetilcelulose. [on line] Apresenta ficha técnica do produto. São Paulo: Plury Química Ltda. Área alimentícia; 2006. Disponível em: <http://www.pluryquimica.com.br/pdf/Carboximetilcelulose%20-%20CMC%205000.pdf> em 07 de dezembro de 2007.

Bajay HM, Jorge SA, Dantas SRPE. Curativos e coberturas para o tratamento de feridas. In: Jorge SA, Dantas SRPE. Abordagem multiprofissional do tratamento de feridas. 1ª ed. São Paulo: Atheneu; 2003. p. 81-99.

Worley CA. So, what do I put on this wound? Making sense of the wound dressing puzzle: part II. Dermatol Nurs 2005; 17(3):204-5.

La página de Bedri. Pectina. [on line] Apresenta o que é pectina, seus tipos e efeitos. Principado das Astúrias: La pagina de Bedri. Libreta de apuntes; [s.d.]. Disponível em: <http://www.bedri.es/Libreta_de_apuntes/P/PE/Pectina.htm> em 07 de dezembro de 2007.

[seminário on line]. Rio Grande do Sul: UFRGS; [s.d.]. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/Alimentus/ped/seminarios/geleificantes.doc> em 04 de dezembro de 2007.

Obs: no material original contribuíram comigo as enfermeiras: Cláudia Cristine de Souza Gonçalves ; Maria Gabriela Secco Cavicchioli; Kelly Cristina Strazzieri Pulido; Rosangela Aparecida de Oliveira; Suely Rodrigues Thuler.
Acréscimos foram realizados nesse conteúdo atual.

Por que OSTOMIA está errado?

Nossa tendência é acreditar no que lemos e ouvimos. Mas, por vezes, existem erros coletivos que vão sendo passados de geração em geração, sem serem questionados. O mundo está cheio disto. Vez por outra, crenças caem por terra, inclusive na ciência. Claro! A ciência é feita por humanos, e humanos erram. Eu erro, todos erramos. Não é mesmo?

Assim acontece com termos. Um exemplo:
⤵️
chamamos Sonda Vesical de Demora. Isso é errado. Sonda não tem abertura interna, logo, a urina não irá passar. O certo é cateter vesical de demora. Idem para nasogástrica. Mais um: sonda de gastrostomia, para o que deve ser tubo/cateter. E assim vai…

Outra questão é que assumimos termos de outras línguas sem verificar se temos como incorporar em nossa língua materna daquele jeito. Na verdade, nem prestamos atenção, vamos falando, escrevendo e vai ficando popular.

Isso ocorre com o termo OSTOMIA. Importamos no passado da literatura inglesa. E lá se usa OSTOMY. Não me pergunte se eles estão certos. Mas foi bem fácil traduzir, bastou mudar o Y pelo IA. E assim fomos levando a vida: ensinando, publicando, dando nome às instituições. Inventamos também o ostomizado (que também não existe na língua portuguesa).

Deixa eu contar uma história. Um dia li um artigo mostrando inúmeros erros que cometemos na terminologia usada na medicina. E eis que lá está a OSTOMIA. Isso foi 2004, eu era presidente da SOBEST, e tudo nosso era ostomia, claro!

O que fazer? Buscar uma entidade que entendesse bem de nossa língua para um parecer. E assim foi feito. Recebi a resposta da razão pela qual ostomia não estava certo, sendo o correto: ESTOMIA, ESTOMA e ESTOMIZAR (vide fotos abaixo).

Simples: stóma vem do grego. Em português antes de /st/ se coloca /e/. Ao se acrescentar o sufixo /ia/ tem-se, então, a estomia: uma boca.

Então, definindo livremente, estomia é uma boca (abertura) feita em algum órgão (ou parte dele) oco de nosso corpo para o ambiente externo, geralmente para eliminação, mas também para alimentação (quando estômago e jejuno).

Uhumm! Agora fica simples o quebra-cabeça. Pegam-se os prefixos das áreas a serem abertas (traqueo, gastro, ileo, colón, pleura, vesico, uro…) e criam-se os termos.
⤵️
Traqueo+stom + ia = traqueostomia
Colo+stom + ia = colostomia
gastro +stom + ia = gastrostomia

E estomaterapeuta? estoma + terapeuta = terapeuta estomal. Essa é a origem. Hoje, uma ET atua além das estomias, pois foram acrescentadas outras áreas de atuação, a saber: feridas agudas e crônicas, incontinências, fístulas, tubos e drenos. Ahhh, não existe ostomatoterapeutas ou estomoterapeutas.

Nas fotos das figuras 1 a 3, estão documentos do e-mail original que encontrei de minha comunicação com um lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras na época.
⤵️
Fazendo uma limpa nas minhas pastas, o achei, já amassado. Creio que amassei para descartar, me arrependi e devolvi para uma pasta. O que foi bom, pois não tenho mais esses E-mails em meu computador. E esta é uma prova viva das mudanças que foram necessárias fazer daí para frente, tais como: mudança de estatuto da SOBEST, logomarcas, conteúdos diversos.

As as associações das pessoas com estomias mativeram-se como eram, porque havia receio de perdas de direitos. Mas, nós profissionais procurarmos ser respeitosos com nossa própria língua, pois errávamos pela ignorância.

O que aprendi? Temos que ser mais curiosos e investigadores. E respeitar a nossa língua materna. Embora a língua seja dinâmica, existe sempre uma gênese.

Está errado escrever OSTOMIA porque não está em concordância com nossa querida língua portuguesa. Também não existe a palavra ostomizado, podendo ser criado o estomizado. Mas o melhor é pessoa com uma estomia.

Abaixo documentos originais

Figura 1. Esse foi o email que enviei à Academia via canal de perguntas.

Figura 2: resposta do Lexicógrafo-Chefe, Sergio Pachá
Figura 3: nova comunicação sobre estomizado.

Texto elaborado por:

Dra Beatriz Farias Alves Yamada
Enfa Estomaterapeuta
Presidente da SOBEST nas gestões de 2002 a 2008.

Experiências de viver com o “intestino do avesso”

O dia 16 de novembro é uma data nacional de comemoração da pessoa com estomia.

As estomias são aberturas de algum órgão do corpo realizadas cirurgicamente, sempre com a finalidade de preservar a função. Muda-se a anatomia, mas o funcionamento daquele órgão é preservado. Logo, salva-se a vida.

As estomias mais comuns são aquelas realizadas nos intestinos. Através de uma abertura na parede abdominal o intestino é exteriorizado, evertido e suturado (costurado) na parede, expondo, assim, a mucosa intestinal. Isso tudo é cicatrizado com alguns dias, protegendo-se a parte interna do corpo. As fezes passam diretamente por esse orifício para o meio externo e são coletadas num equipamento acoplado a pele, chamado popularmente de ‘bolsa’ de estomia.
Para essa eversão intestinal, estou aqui dando o significado de ‘intestino do avesso’, pois me lembrei da campanha da epidermólise bolhosa que faz a provocação com o ‘virar do avesso’.
Em português o termo correto é “estomia”. Contudo é comum o uso de ‘ostomia’, especialmente entre as próprias pessoas com a derivação.

Uma estomia trás sem dúvidas mudanças de todas as ordens na vida de uma pessoa. Cada tipo com suas peculiaridades, mas as intestinais podem trazer mais aversão em função do conteúdo fecal exalar odor. Lidar com fezes é sempre algo cheio de ecas desde as primeiras experiências de um ser humano. A mãe limpa o bebê, mas geralmente as reações não são de que delícia, que cheiro bom, que maravilha…
Não preciso explorar isso, certo? Todos bem sabemos das reações que temos dentro de um sanitário.

Nessa matéria eu não quero falar de coisas negativas. Porque todas as coisas na vida tem duas faces. Posso diante de um fenômeno explorar mais aspectos negativos que positivos. Contudo, uma visão mais negativas dos fatos causam mais efeitos emocionais deletérios.

Para celebrar esse dia, quero deixar as falas de pessoas que são estomizadas. E desde que já as agradeço por terem se interessado pelo meu pedido e enviarem seus textos e fotos.

Desejo vida longa e bem-estar a todas as pessoas com estomia no Brasil e ao redor do mundo. Decido também ao meu amigo Rufo ( in memoriam) e a minha querida Ana Cris (in vida).

Meu apreço.

Dra Beatriz Farias Alves Yamada
Estomaterapeuta – COREN 49515
Psicóloga Clínica – CRP 06/127735

Selma Torquete – Ileostomia definitiva desde 2005.

Aos 23 anos de idade, fui diagnosticada com Retocolite Ulcerativa. A partir daí comecei o tratamento com o Proctologista, devido as cólicas abdominais e sangramento nas fezes. O tratamento foi intenso, por 20 anos, porém, não escapei da cirurgia.

Foi desesperador quando me vi com uma bolsa de Ileostomia acoplada no meu abdômen. Tinha certeza que aquilo era o fim da linha para mim, minha vida virou dos avessos, já não existia alegria e nem razão para viver.

Aos 44 anos de idade, sem esperança de sobreviver por conta das ocorrências após 4 cirurgias, com perda de peso e muitas dores, entreguei minha vida nas mãos de Deus.

Foi a melhor coisa que fiz na minha vida, pois estava cercada de muito carinho dos familiares e amigos, conheci pessoas que foram e ainda são o meu apoio e meu chão.

Aos poucos fui aprendendo a lidar com a situação, graças às dicas e o apoio das voluntárias da AOMSP – Associação dos Ostomizados do Município de São Paulo, onde mais tarde me tornei uma voluntária por três anos e meio, foi de grande importância esse convívio com a Associação, pois foi com eles que aprendi dar a volta por cima e consegui encarar os obstáculos e recomeçar e principalmente aceitar.

Hoje, aceitando a situação e superando os obstáculos, posso me considerar uma vencedora, trabalho ainda aos 57 anos, uso condução ônibus, metrô, tento ser o mais alegre e companheira possível, gosto muito de curtir a família e os amigos, de viajar e principalmente de agradecer a Deus, que nunca me abandonou, por todo momento vivido e por aqueles que ainda hão de viver.

Moral da minha história: “ Viver um dia de cada vez e ser feliz sempre.”

Acredite sempre, mesmo que o sol não esteja brilhando, porque ‘a força de acreditar é capaz de destruir a escuridão’.


Maria Rita Silva – 48 anos nutricionista/SP, Ileostomia desde 2013

Hoje, eu sempre comemoro a vida pois, graças à ileostomia definitiva, que ganhei desde 2013, por conta de complicações da Doença Inflamatória Intestinal e, carinhosamente chamada de Mel, minha companheira do dia a dia, consegui melhorar minha qualidade de vida e viver melhor.

Hoje, eu comemoro, sim, a pessoa ostomizada que luta pela vida e não desiste de ser feliz em meio a tantas dificuldades, que qualquer um de nós pode passar independente de ser ou não ostomizado. Eu comemoro cada dia vencido com muito orgulho.

Comemoro muito a oportunidade em conhecer pessoas tão especiais que me mostraram que ser ostomizado não é o fim da vida e sim que podemos muito e que, apesar de qualquer dificuldade, vale a pena viver e lutar pelos nossos sonhos.

Após a cirurgia eu consegui terminar o curso universitário concluindo a graduação em Nutrição. Atualmente, sempre que tenho oportunidade, eu auxilio pacientes em sua nova vida como ostomizado. Fazer o bem ao próximo nos faz bem, e procuro fazer tudo que eu gosto: sair com amigas, dançar, ir à praia e, lógico, namorar!

Afinal, a vida, meu bem é para ser vivida pois pode, num sopro se acabar, então “Viva la Vida”.


Edna Pereira (Eda)

Me chamo Edna e tenho 49 anos. Há quase 28 anos, fui diagnosticada com Doença de Crohn e durante todo este período, passei por muitos altos e baixos, como a maioria dos colegas que também convivem com esta doença.

Passei por muitas internações e cirurgias, e entre elas, uma ileostomia e uma colostomia.

Talvez, eu pudesse ter considerado estes detalhes como uma desgraça, mas ao invés disso, resolvi dar GRAÇAS por tudo de bom que Deus permitiu acontecer na minha vida, apesar de tudo que passei.

A ostomia me permitiu mais qualidade de vida, principalmente, depois que conheci outros ostomizados que passaram pela mesma situação e me ajudaram à aceitar a nova condição. Depois da aceitação, me permiti aprender à viver o que for possível, da melhor maneira possível.

Obviamente, a ostomia não foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, mas sem dúvidas, muitas coisas maravilhosas me aconteceram, depois que me tornei uma mulher ostomizada.

Aniversário de Norma T Gill – Primeira ET Mundial

Fonte Fote: da SOBEST

Quem foi Norma T Gill

Norma T Gill nasceu dia 26 de junho de 1920, nos Estados Unidos da América, sendo quase impossível esquecer a data do nascimento dela, pois coincide com uma data especial para mim, meu casamento. Assim, sem qualquer planejamento, nossas vidas se cruzaram e eu me identifiquei profundamente com a causa que ela militava e, por isso, me elegi sua discípula. Mas, para que ela fosse lembrada sempre, em minha gestão como presidente da SOBEST, criamos a Semana Nacional de Estomaterapia nos dias 25 a 31 de outubro. Pela impossibilidade de ajustar pelo nascimento, a semana inicia pela data do falecimento, 31 aniversário da ET brasileira fundadora da especilização, Profa Vera Gouveia.

Norma Gill foi a precursora da estomaterapia mundial. Uma vibrante mulher, com capacidade ímpar de impressionar, criar e dividir. Sua visão, muito além do seu tempo, possibilitou a criação da estomaterapia, uma especialidade fenomenal e encantadora, assim vista por aqueles que fazem parte dela, presente em todos os continentes, muito embora não esteja em todos os países.

Um pouco sobre a estomaterapia

O surgimento da especialidade naturalmente exigiu a criação de entidades que a representasse. Internacionalmente, há o World Council of Enterostomal Therapist – WCET, fundado em 1978, e, nacionalmente, a Associação Brasileira de Estomaterapia – SOBEST, fundada em 1992. Ambas militam com muito ardor e amor, vislumbrando o crescimento da especialidade de maneira sólida e ética.

No Brasil, a educação em estomaterapia tem crescido gradualmente desde sua implantação formal, em 1990, na Escola de Enfermagem da USP, envolvendo desde sua fundação as áreas de estomias, feridas, incontinências e outros temas. Nos dias atuais, existem vários cursos de especializações, localizados em estados das regiões sudeste, sul, nordeste e norte (vide escolas no site), e que, certamente, ainda são insuficientes para atender a demanda que o país possui. Contudo, similarmente a reparação tecidual, cuja proliferação celular é feita de forma temporal e organizada, a construção da especialidade deve ser pautada nos mesmos critérios. Devagar que tenho pressa.

Um pouca da minha contribuição na especialização em estomaterapia

Ao longo de minha vida profissional em estomaterapia (desde 1998), segui nos passos de Norma Gill, que almejava que todas as pessoas com estomias, feridas e incontinências pudessem ser assistidas por um profissional estomaterapeuta. Mas, para que isso seja alcançado precisaria investimento em educação lato senso. Assim, não medi esforço para fazer disso um ideal a ser vivido e espalhado pelo país. Esse dever me impulsionou a ir ao amazonas fundar, juntamente com a colega Selma Perdomo, o I curso de especalização em estomaterapia (2008) no norte do Brasil, no qual dezessete alunos foram formados.

Atualmente o curso é coordenado por um ex aluno (Nilson Bezerra), que agora é professor na mesma universidade (Universidade do Estado do Amazonas). Sementes plantadas, frutos colhidos.

Meu tributo final

Assim, depois desse reviver histórico, é com muita gratidão que deixo meu tributo, outra vez, a esse ser especial – que nunca tive o privilégio de conhecer pessoalmente – que por identificação pude incorporar seus sonhos como meus sonhos.

Mais uma vez deixo escrito: Rest in Peace, Norma. Seus discípulos estão semeando e colhendo muitos frutos. Cada vez mais há pessoas envolvidas com essa área, que podemos muito bem chamar de: um caso pessoal de paixão.

Se você gostou dessa história, não deixe de compartilhar. Ainda é uma área que precisa ser promovida pelo bem daqueles que necessitam de cuidados devido a estomias, feridas ou incontinências.

 

Dra Bratriz F Alves Yamada -PhD, MSN
Estomaterapeuta, Psicoterapeuta

 

obs. Essa é Reedição subtraida do ano passado.