Prevenção é o caminho para evitar amputações

Você sabia? A cada vinte segundos, uma pessoa com diabetes sofre amputação. Essa estatística, publicada pela IWGDF, é real e desoladora

Every 20 seconds somewhere in the world someone loses a leg due to the complications of diabetes. At this moment, millions of people with diabetes suffer from poorly healing foot ulcers.


Por que isso acontece?

Muitas vezes, o paciente não percebe pequenos machucados nos pés. Frases comuns que escuto no consultório:

  • “Dra, fui à praia e meu pé queimou.”
  • “Dra, estava de chinelo e furei o dedo, mas não senti nada.”
  • “Dra, cortei a unha e machuquei, quando vi já estava vermelho e inchado.”
  • “Dra, andei muito e não percebi que tinha machucado.”

 

Quando a pessoa não sente os pés, continua sua rotina normalmente. E o machucado contamina. Ao tomar banho, caminhar ou realizar atividades diárias, a ferida vai piorando. Quando finalmente percebe, muitas vezes já existe uma infecção grave — e pode ser tarde demais para evitar amputação.

Cuidados são essenciais

Inspeção diária: Se não sente os pés, é fundamental olhar para eles todos os dias. Use um espelho ou peça ajuda de alguém. Assim, qualquer problema é identificado cedo.

Feridas: o que fazer imediatamente

  • Se encontrar um machucado: lave imediatamente com sabonete líquido adequado, como o da byCORPUS, e utilize um antisséptico.
  • Proteja a ferida: nunca tome banho sem cobrir o machucado.
  • Curativo fechado: enquanto não chega ao profissional, mantenha a ferida protegida contra contaminação com um curativo fechado.
  • Sugestão adicional: pode aplicar um óleo ozonizado para auxiliar na proteção.
  • Procure ajuda profissional sem demora: não hesite em buscar atendimento com um enfermeiro estomaterapeuta ou um médico.
  • Corra para o posto de saúde: a rapidez é fundamental para evitar complicações.

Tratamentos numa clínica de estomaterapia integrativa

Ao buscar atendimento rápido, os tratamentos podem ser iniciados imediatamente:

  • Limpeza terapêutica com ozônio
  • Terapia fotodinâmica com laser
  • Curativos especiais com efeito antimicrobiano

Essas medidas ajudam a impedir que as bactérias avancem, potencializam a cicatrização e diminuem os riscos de complicações que podem levar à amputação.

Em alguns casos, antibióticos podem ser necessários, por isso é fundamental contar com assistência médica concomitante.

O tempo conta

Para salvar pés em risco, urgência deve estar presente tanto na mente quanto na ação.

O ciclo perigoso

  • A infecção piora a glicemia e a glicemia alta dificulta a cicatrização. Assim, forma-se um ciclo que exige rigor no controle.

Um pouco da ciência

O guideline vigente do IWGDF (2023) apresenta esse cenário e já está em preparação uma nova versão para 2027. Infelizmente, dada a situação atual dos cuidados preventivos ainda insuficientes em muitos países, as estatísticas podem não ter melhorado.

  • Em 2021, 537 milhões de adultos entre 20 e 79 anos viviam com diabetes em todo o mundo (International Diabetes Foundation).

Pessoas com diabetes têm risco anual de cerca de 2% de desenvolver úlceras nos pés.

Ao longo da vida, esse risco chega a 19–34%. Essas úlceras são responsáveis por 40–70% das amputações não traumáticas de membros inferiores.

Em um grande estudo prospectivo, após 1 ano de acompanhamento de úlceras infectadas:

Apenas 46% cicatrizaram (10% delas voltaram a aparecer).

15% dos pacientes morreram.

17% precisaram de amputação.

 

 

Você em boas mãos

As estomaterapeutas integrativas representam um verdadeiro diferencial no tratamento de feridas complexas. Elas unem conhecimento técnico, visão sistêmica e práticas complementares, garantindo resultados mais seguros e inovadores.

Com o protagonismo do Instituto Beatriz Yamada e a liderança de Dra. Beatriz Yamada e Dra. Suzana Aron, nosso modelo terapêutico de cicatrização complexa vai além do tradicional: cada vez mais humanizado, integrativo e transformador.

Nossa missão é oferecer cuidado especializado e contínuo, prevenindo complicações e reduzindo o risco de amputações, sempre com foco na qualidade de vida e no bem-estar dos pacientes.

Nossos Programas

  • Programa de Podiatria Avançada: Consultas mensais de cuidados com os pés, voltadas para prevenção de feridas e inspeção detalhada, garantindo que qualquer alteração seja identificada precocemente.
  • Programa Avançado de Cicatrização: Tratamentos inovadores com ozonioterapia, terapia fotodinâmica com LASER e curativos antimicrobianos, que aceleram a cicatrização e reduzem complicações.
  • Atendimento de Psicologia: Apoio psicológico para pacientes e familiares, fortalecendo a adesão ao tratamento e promovendo bem-estar integral.
  • Educação em Saúde:  Orientação prática e contínua para que cada paciente desenvolva consciência preventiva, saiba inspecionar os pés diariamente e busque ajuda imediata diante de qualquer ferida.

Nossa clínica

Estamos na cidade de São Paulo, no bairro Butantã, em local de fácil acesso, prontos para acolher você com dedicação e excelência.

Agende sua consulta e descubra como a estomaterapia integrativa pode transformar o seu tratamento.
Toque no WhatsApp flutuante.

 

Estomaterapeutas Integrativas como diferencial no tratamento de feridas complexas

O cuidado com feridas sempre foi parte essencial da prática de enfermagem. No passado, os recursos eram limitados e o foco estava em manter a limpeza e a proteção da lesão. A partir da década de 1950, com a descoberta de que a cicatrização acontece melhor em meio úmido, iniciou-se uma verdadeira revolução: surgiram novas tecnologias e produtos que transformaram o tratamento de feridas.

Da estomia às feridas complexas

As enfermeiras estomaterapeutas (ET) nasceram na vanguarda do cuidado com estomias. A experiência com barreiras de proteção em hidrocoloides abriu caminho para que esse conhecimento fosse aplicado também em feridas de difícil cicatrização. Com a formação especializada em estomaterapia, reconhecida mundialmente, os enfermeiros passaram a aprofundar a visão sistêmica da cicatrização, compreendendo que fatores locais e gerais do paciente precisam ser integrados para um tratamento eficaz.

O Instituto Beatriz Yamada: inovação e liderança

O Instituto Beatriz Yamada, localizado em São Paulo, é referência nacional e internacional em estomaterapia e cicatrização complexa. Sempre inovador, une formação especializada, pesquisa e prática clínica, consolidando-se como protagonista na evolução do cuidado com feridas.

À frente do serviço estão duas enfermeiras altamente capacitadas: Dra. Beatriz Yamada e Dra. Suzana Aron. Com mais de quatro décadas de experiência em enfermagem e quase três décadas dedicadas à estomaterapia, juntas somam, metaforicamente, um século de prática clínica. Ambas tiveram papel fundamental no desenvolvimento da estomaterapia brasileira: Dra. Beatriz foi presidente da SOBEST por sete anos, tendo a Dra. Suzana como uma de suas tesoureiras.

Paixão pelas práticas integrativas

As duas especialistas são ávidas pelas práticas integrativas e compartilham a formação em aromaterapia clínica e a podiatria clínica.

  • Dra. Beatriz Yamada: especialista em dermatologia pela SOBENDE em ozonioterapia pela ABOZ e referência em laserterapia, sempre buscando inovação para potencializar a cicatrização.
  • Dra. Suzana Aron: além da atuação clínica, realiza um trabalho social admirável junto a uma ONG que assiste pessoas em situação de rua, levando cuidado e dignidade a quem mais precisa.

Saúde mental como diferencial

Um dos grandes diferenciais da Dra. Beatriz Yamada é sua sólida formação em saúde mental. Graduada em Psicologia, pós-graduada em Psicanálise Winnicottiana e com formação em terapia EMDR, ela integra saúde mental ao tratamento de feridas. Esse olhar permite acolher o paciente em sua totalidade, reconhecendo que o sofrimento emocional pode impactar diretamente o processo de cicatrização. Ao unir saúde mental e estomaterapia, Dra. Beatriz oferece um cuidado mais humano, completo e eficaz.

Você em boas mãos

As estomaterapeutas integrativas representam um verdadeiro diferencial no tratamento de feridas complexas. Elas unem conhecimento técnico, visão sistêmica e práticas complementares, garantindo resultados mais seguros e inovadores.

Com o protagonismo do Instituto Beatriz Yamada e a liderança de Dra. Beatriz Yamada e Dra. Suzana Aron, nosso modelo terapêutico de cicatrização complexa vai além do tradicional: cada vez mais humanizado, integrativo e transformador.

Dra. Beatriz F. A. Yamada – PhD 

Doutora e Mestre em Saúde do Adulto pela EEUSP, é reconhecida como pioneira da Estomaterapia no Brasil.
Com formação em enfermagem, psicologia e psicanálise winnicottiana, construiu uma trajetória marcada pela integração entre ciência e cuidado humano.

Sua visão empreendedora e empresarial ultrapassou seus próprios negócios. Dedicou cerca de 10 anos de sua carreira à estruturação da SOBEST, onde fundou a Revista ESTIMA e atuou como editora por 7 anos, além de desenvolver projetos inovadores — entre eles, a viabilização da sede própria da instituição.

Há mais de quatro décadas, dedica-se à assistência clínica, ensino e desenvolvimento de abordagens inovadoras que integram estomaterapia, dermatologia, podiatria, aromaterapia e saúde mental.

 


Dra. Suzana Aron (Ms)

Enfermeira, estomaterapeuta e mestre pela UNIFESP, possui mais de 28 anos de experiência no cuidado de feridas e na indústria de tecnologias voltadas à cicatrização.

É criadora do método CICATRIZE®, que integra segurança clínica ao uso terapêutico de óleos essenciais.
Também atua com aromaterapia clínica e podiatria, contribuindo para uma abordagem ampliada e eficaz no cuidado dos pacientes.

Sua trajetória inclui a formação e capacitação de milhares de profissionais da saúde.

 


Nossa clínica

No Instituto Beatriz Yamada, você encontra cuidado especializado e inovador para feridas complexas, conduzido por profissionais com décadas de experiência e paixão pela enfermagem integrativa.

Estamos na cidade de São Paulo, no bairro Butantã, em local de fácil acesso, prontos para acolher você com dedicação e excelência.

Agende sua consulta e descubra como a estomaterapia integrativa pode transformar o seu tratamento.
Toque no WhatsApp flutuante.

Porta de entrada para infecção

Terapia para matar bactérias

Cicatrização de feridas crônicas pede limpeza terapêutica frequente

Por que feridas crônicas demoram para cicatrizar? A cicatrização de feridas crônicas é um processo complexo e muitas vezes demorado. Isso acontece por diversos motivos. Do ponto de vista sistêmico, doenças e o uso de certos medicamentos podem atrapalhar o reparo natural do corpo. Já localmente, o grande desafio é a presença de micro-organismos.

Os micro-organismos. competem por nutrientes e oxigênio e, quando a carga microbiana aumenta, favorecem a formação dos chamados biofilmes — uma espécie de “escudo protetivo” que dificulta a ação das defesas naturais. Importante destacar que a formação de biofilme não está associada apenas à infecção: o crescimento gradual dos micro-organismos já pode levar à sua formação, mesmo sem sinais de infecção. Por isso, a limpeza terapêutica é indispensável.

Visualmente, às vezes é possível observar uma camada brilhante ou opaca, semelhante a um “limo”, que pode indicar sua presença. No entanto, a ausência dessa aparência não significa que o biofilme não exista. O ideal é que uma ferida saudável tenha aspecto vivo, nutrido e limpo. Qualquer alteração nesse padrão merece intervenção.

O papel da limpeza

Para que o corpo consiga se recuperar, algumas medidas são fundamentais. Além de estabilizar o estado geral do paciente, é preciso manter um microambiente estável na ferida. A primeira linha de defesa é a limpeza terapêutica do leito e da pele ao redor, feita com substâncias que contenham surfactantes e pH acidificado. Um sabonete com características fisiológicas pode ser um grande aliado nesse processo.

As bactérias têm ciclos de desenvolvimento muito rápidos. Isso significa que, em feridas crônicas, os procedimentos de limpeza devem ser realizados com mais frequência. Assim como tomamos banho diariamente para manter a pele limpa, faz sentido pensar em uma rotina semelhante para o leito das feridas. A limpeza terapêutica regular faz toda a diferença: o corpo não consegue trabalhar em um terreno sujo.

Tecnologias que ampliam o cuidado com biofilme

Existem também recursos que potencializam a limpeza e o combate aos micro-organismos:

  • Ozonioterapia, ajustada para ação antimicrobiana.
  • Terapia fotodinâmica, que combina laser e uma substância fotossensibilizante, provocando uma reação tóxica contra os micro-organismos.

Após essas intervenções, o leito da ferida fica preparado para receber uma cobertura adequada, favorecendo o trabalho natural de reparo do corpo.

 


Estudo científico sobre biofilmes

“Os biofilmes são comunidades de micro-organismos envoltas em uma matriz protetora, responsáveis pela persistência de infecções e pela resistência antimicrobiana. Estudos mostram que a prevalência de biofilme em feridas crônicas varia entre 20% e 100%, o que evidencia sua relevância clínica. Apesar dos avanços em pesquisas laboratoriais sobre terapias antimicrobianas e anti-biofilme, ainda não há protocolos clínicos padronizados. O grande desafio atual é traduzir descobertas laboratoriais em estratégias seguras e eficazes à beira do leito, capazes de melhorar os desfechos clínicos.”
(Goswami AG, Basu S, Banerjee T, Shukla VK. Biofilm and wound healing: from bench to bedside. Military Medical Research. 2023;10(1):11. doi:10.1186/s40001-023-01121-7)

 

Em defesa da limpeza

Diante dessa realidade científica, reforçamos que nossas ações de limpeza terapêutica realizadas com mais frequência, junto às tecnologias complementares, são ferramentas práticas para lidar com esse inimigo invisível. Ao manter o leito da ferida limpo e estável por meio de intervenções regulares, reduzimos a chance de biofilme se consolidar e damos condições para que o corpo realize seu trabalho natural de cicatrização.

No nosso serviço de estomaterapia, valorizamos a avaliação sistêmica do paciente com feridas, sempre com um olhar ampliado para o leito e para a pele ao redor. A avaliação cuidadosa é uma ferramenta fundamental para garantir assertividade terapêutica e melhores resultados.


Como trabalhamos 

Em nosso serviço, contamos com enfermeiras especialistas em estomaterapia e dermatologia, com formação adicional em terapias integrativas (aromaterapia, ozonioterapia, laserterapia), além de uma psicóloga clínica certificado em Terapia EMDR. Assim, garantimos um cuidado integral, que une ciência, tecnologia e atenção às necessidades mais amplas do paciente, indo além do físico.

Valorizamos também o cuidado das emoções, pois sabemos que feridas crônicas geram sofrimento e distresse (estresse ruim).

No campo da saúde mental, recursos da terapia EMDR ajudam a modular emoções e oferecer segurança ao paciente. Em alguns casos, pode ser necessária uma psicoterapia mais aprofundada para tratar memórias traumáticas que alimentam estresse e ansiedade. É importante lembrar: ansiedade e estresse em excesso retardam a cicatrização.

Se você está enfrentando o desafio de uma ferida crônica que não cicatriza, saiba que existe caminho.
Marque sua consulta conosco e permita que nossa equipe especializada ajude você a recuperar qualidade de vida.

SAPATOS: PROTEÇÃO ESSENCIAL OU AMBIENTE PERFEITO PARA FUNGOS?

Introdução

Os sapatos foram criados com o propósito fundamental de oferecer proteção aos nossos pés, evitando lesões e sujeira. No entanto, essa inovação também trouxe consequências imprevistas. A maioria dos sapatos impede o bioaterramento, desconectando-nos do solo e potencialmente trazendo prejuízos à saúde. O bioaterramento, ou “grounding”, refere-se ao contato direto do corpo com a superfície da Terra, o que pode ajudar a equilibrar as cargas elétricas do corpo e promover benefícios à saúde, como a redução do estresse e da inflamação [1]. Estudos publicados no Journal of Environmental and Public Health indicam que o contato direto com o solo pode melhorar a regulação do sistema nervoso e a resposta imunológica [2].

Contudo, ao nos protegerem de perigos físicos, os sapatos também criam um ambiente propício para a proliferação de fungos. Este artigo explora essa dualidade, destacando tanto a importância dos sapatos quanto os riscos associados ao seu uso prolongado, especialmente em relação ao crescimento de fungos.

A Perda do Bioaterramento

O uso constante de sapatos nos desconecta do solo, eliminando os benefícios do bioaterramento. Esta prática natural, que envolve andar descalço, pode melhorar a saúde ao equilibrar as cargas elétricas do corpo. O bioaterramento tem sido associado à redução da inflamação, melhora da qualidade do sono e regulação do sistema nervoso [1]. A falta desse contato direto, portanto, pode impactar negativamente nossa saúde geral [2].

O Papel Protetor dos Sapatos

Apesar da perda de bioaterramento, os sapatos desempenham um papel crucial na proteção dos pés. Eles oferecem uma barreira contra lesões, sujeira, produtos químicos e condições ambientais adversas, especialmente em ambientes urbanos e no trabalho. De acordo com um estudo publicado no Journal of Foot and Ankle Research, o uso de calçados adequados pode reduzir significativamente o risco de lesões nos pés, além de proporcionar suporte estrutural [3].

O Ambiente Perfeito para Fungos: O Lado Oculto dos Sapatos

Por outro lado, os sapatos fechados criam condições ideais para o crescimento de fungos. O calor gerado dentro do calçado, especialmente em materiais sintéticos, aliado à umidade do suor e à falta de ventilação, cria um ambiente escuro e abafado. Esses fatores favorecem a proliferação de fungos, como Trichophyton rubrum e Candida albicans, responsáveis por infecções comuns nos pés [4].

Além disso, o pH da pele desempenha um papel importante na proteção contra fungos. Um ambiente com pH ligeiramente ácido (em torno de 5,5) é menos favorável ao crescimento de fungos. Produtos que ajudam a manter ou restaurar o pH ácido da pele podem ser eficazes na prevenção de infecções fúngicas. Um estudo na Journal of the American Academy of Dermatology sugere que o uso de produtos acidificantes pode ajudar a manter a saúde da pele dos pés, criando uma barreira adicional contra fungos [5].

Consequências Fisiológicas: O Impacto de Usar Sapatos Por Longos Períodos

O uso prolongado de sapatos interfere na fisiologia natural dos pés. A redução da ventilação impede a evaporação adequada do suor, enquanto a pressão constante pode alterar a circulação sanguínea. Além disso, o afastamento dos pés do solo, conhecido como bioaterramento, afeta o equilíbrio natural do corpo, potencialmente impactando a saúde geral. Estudos indicam que a falta de contato direto com o solo pode influenciar negativamente o equilíbrio postural e a propriocepção [6].

O Dilema do Sapato: Vilão ou Protetor?

Os sapatos são, sem dúvida, essenciais para proteção, mas também criam um ambiente favorável para fungos. Surge, então, o dilema: “Como balancear a proteção oferecida pelos sapatos e evitar que eles se tornem um terreno fértil para fungos?” Esta dualidade exige uma reflexão cuidadosa sobre os cuidados necessários para manter os pés saudáveis.

Prevenção e Cuidados

Para mitigar o risco de proliferação de fungos, algumas estratégias podem ser adotadas:

  • Escolha de Materiais “Respiráveis”: Optar por sapatos feitos de materiais que permitam a circulação de ar. Um estudo no Footwear Science sugere que materiais respiráveis podem reduzir a umidade interna do calçado [7].
  • Troca Frequente de Sapatos e Meias: Alternar o uso de sapatos e utilizar meias que absorvam o suor.
  • Higiene Adequada: Manter os pés e os calçados limpos e secos.
  • Uso de Produtos Acidificantes: Aplicar produtos que ajudem a manter o pH ácido da pele dos pés.
  • Exposição ao Ar Livre: Permitir que os pés respirem ao ar livre e ao sol sempre que possível.

Conclusão

Equilibrar os cuidados com os pés e a proteção oferecida pelos sapatos é fundamental. Embora sejam aliados essenciais, sem os cuidados corretos, os sapatos podem se tornar vilões para a saúde dos pés. Portanto, é crucial adotar práticas que garantam a saúde e o bem-estar, mantendo os sapatos como verdadeiros protetores.

Referências

  1. Chevalier, G., Sinatra, S. T., Oschman, J. L., Sokal, K., & Sokal, P. (2012). Earthing: Health Implications of Reconnecting the Human Body to the Earth’s Surface Electrons. Journal of Environmental and Public Health. www.hindawi.com.
  2. Oschman, J. L., Chevalier, G., & Brown, R. (2015). The effects of grounding (earthing) on inflammation, the immune response, wound healing, and prevention and treatment of chronic inflammatory and autoimmune diseases. Journal of Inflammation Research. www.dovepress.com.
  3. Journal of Foot and Ankle Research. “The role of footwear in foot protection: a review.” jfootankleres.biomedcentral.com.
  4. Mycoses. “Fungal infections of the feet: epidemiology and risk factors.” onlinelibrary.wiley.com.
  5. Journal of the American Academy of Dermatology. “The role of skin pH in preventing fungal infections.” www.jaad.org.
  6. Journal of Biomechanics. “Effects of footwear on postural stability and proprioception.” www.jbiomech.com.
  7. Footwear Science. “Breathable materials and their impact on shoe microclimate.” www.tandfonline.com.

Espero que esta versão reorganizada atenda às suas necessidades para o blog! Se precisar de mais ajustes, estou à disposição.

TRATAMENTOS AVANÇADOS PARA ONICOMICOSE: Como a Ozonioterapia e a Laserterapia Estão Transformando o Cuidado com as Unhas

O PROBLEMA

Você que já se sente desesperançoso com  sua onicomicose de longas datas, não desamine. Há solução. Quero lhe apresentar duas delas que desenvolvemos em nossos consultório em podiatria. Com nossa experiência clínica, temos ajudado inúmeras pessoas a restaurarem a saúde da unhas e terem liberdade para expor os pés ao público sem constrangimentos.

 

Entenda Onicomicose

A onicomicose, mais conhecida como micose de unha, é uma infecção fúngica comum que afeta muitas pessoas, sendo mais prevalente nos homens [1].

Essa condição causa desconforto e alterações estéticas nas unhas, impactando a autoestima e a autoimagem corporal, a ponto de mulheres, na tentativa de disfarçar, frequentemente usam esmaltes escuros, o que pode agravar o quadro clínico.

A onicomicose é causada por fungos que prosperam em ambientes úmidos e quentes. Os sapatos criam essas condições favoráveis aos fungos, tornando o tratamento desafiador e exigindo persistência e o uso de tecnologias avançadas. Embora mais comum nos pés, essa doença também pode afetar as unhas das mãos, levando a sintomas como descoloração, espessamento, fragilidade, odor fétido e até a sua completa decomposição.

 

A Localização X a Gravidade 

Conforme descrito por Zaias [2], classicamente,
quatro tipos de onicomicose
são aceitos:

1. Onicomicose subungueal distal envolve principalmente o leito ungueal distal e o hiponíquio, com envolvimento secundário da parte inferior da lâmina ungueal (unhas das mãos e dos pés).

2. Onicomicose superficial branca é uma invasão da lâmina ungueal do dedo do pé na superfície da unha. É produzida por T. mentagrophytes, espécies de Cephalosporium e Aspergillus, e fungos Fusarium oxysporum.

3. Onicomicose subungueal proximal envolve principalmente a lâmina ungueal a partir da dobra proximal da unha, produzindo um quadro clínico específico. É produzida por Trichophyton rubrum e Trichophyton megninii.

4. Onicomicose por Cândida envolve toda a lâmina ungueal. É causada por Candida albicans e é vista apenas em pacientes com candidíase cutânea crônica (unhas das mãos e dos pés).

 

Importante ressaltar que, se a onicomicose não for adequadamente tratada, uma infecção mais distal ou lateral pode progredir e acometer a região proximal, podendo comprometer inclusive toda a placa ungueal. Esse agravamento torna o tratamento mais desafiador e pode levar a complicações adicionais, reforçando a necessidade de intervenção precoce e eficaz. Além de medidas de prevenção como não remover a cutícula.


Como Tratar Localmente a Onicomicose

O tratamento da onicomicose começa com uma boa higiene, utilizando sabonete líquido acidificado. Isso prepara o ambiente para os tratamentos subsequentes. O enfermeiro em podiatria desempenha papel crucial ao remover as lâminas acometidas, passo fundamental para a eficácia dos tratamentos avançados, como a ozonioterapia e a laserterapia. Em alguns casos, faz-se necessário uso de  medicamentos orais, com acompanhamento médico.

Tratamento Local com Ozonioterapia 

A ozonioterapia utiliza o ozônio, um gás com propriedades antimicrobianas, para eliminar fungos, vírus e bactérias. Durante o tratamento, o ozônio é aplicado localmente com doses e métodos adequados, ajudando a destruir os fungos ao longo do tempo e promovendo o crescimento de lâminas saudáveis. Este método é seguro, com gás obtido a partir do oxigênio medicinal, não invasivo e pode ser excelente opção para quem busca alternativas naturais.

Benefícios da Ozonioterapia 

  • Eficaz na eliminação de fungos
  • Modula a inflamação
  • Promove higiene efetiva
  • Promove o crescimento saudável das unhas
  • Método seguro e sem efeitos colaterais, quando local
  • Pode aplicado sistemicamente somam outros resultados terapêuticos, entre eles a melhora do sistema imune

Laserterapia e a Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana

Além do ozônio, adotamos o uso de laserterapia, que é outra abordagem inovadora no tratamento da onicomicose. Utilizamos uma técnica chamada terapia fotodinâmica antimicrobiana, que atua diretamente sobre os fungos sem comprometer os tecidos saudáveis, por meio de uma reação físico-química no local. A associação desses tratamentos potencializa a cura, e dependendo do caso, pode não ser necessário o uso de medicamentos.

Além do tratamento local, podemos incluir o tratamento sistêmico para ampliar os efeitos da laserterapia e melhorar a performance do organismo.

 

Planejamento das Sessões

As sessões são planejadas de acordo com a severidade da infecção. É essencial realizar uma consulta inicial para determinar o melhor plano de tratamento. Resultados mais efetivos são obtidos com sessões semanais, pelo menos no primeiro mês.

Considerações

A onicomicose, pode se tornar  uma condição crônica e frustrante, mas com os avanços em tratamentos como a ozonioterapia e a laserterapia, há esperança para a recuperação da saúde das unhas.

No meu consultório, estou comprometida em oferecer soluções eficazes e ajustadas para cada pessoa, ajudando a restaurar a confiança e o bem-estar.

Se você está lidando com onicomicose, convido você a explorar essas opções de tratamento inovadoras comigo. Estou pronta para avaliar seu caso e desenvolver um plano de tratamento que atenda às suas necessidades específicas.
Com minha experiência e dedicação, estou aqui para guiá-lo no caminho para unhas saudáveis e uma vida sem constrangimentos.

 

Entre em contato comigo.

Dra Beatriz Yamada

Doutora em Saúde pela EEUSP
Enfermeira Dermatológica e Estomaterapeuta
Ozonioterapeuta pós-graduada
Aromaterapeuta pós-graduada
36 anos de experiência clínica

Dicas byCORPUS_ Higiene dos SapatosBaixe o pdf e ganhe um cupom de desconto

Referências

  1. Elewski BE. Onychomycosis: Pathogenesis, diagnosis, and management. Clin Microbiol Rev. 1998;11(3):415-29.
  2. Zaias N. Onychomycosis. Arch. Dermatol. 1972;105:263-274. doi:10.1001/archderm.1972.01620050069017

CORTE DAS UNHAS EM FORMATO RETO?

Sempre que vemos os guias de cuidados com as unhas, a recomendação de regra é:
cortas as unhas em formato RETO.

Isso é realmente válido, pois tem como lógica evitar alterações da curvatura, encravar os cantos das unhas e, também, prevenir traumas durante o corte.

Traumas podem levar a formação de granulomas e infeções, que são verdadeiros riscos para a pessoa com diabetes com perda da sensibilidade. Aliás, essas devem ter as unhas cortadas por um profissional da podiatria.

Sou professora de podiatria clínica há 18 anos e tenho muita vivência clínica. Raramente recebo um cliente com todas as unhas normais (exemplo, vejam essas unhas abaixo, antes e depois do corte).

Sempre que minhas alunas me perguntam sobre esse assunto, eu respondo:

O corte reto da unha é “para quem pode, não para quem quer”.

Unhas com distrofia

Pé esquerdo: antes do corte. Toque para ampliar

 

Unhas com distrofia

Pé direito: antes do corte. Toque para ampliar.


Eu lhe explico bem direitinho.

Em casos de lâmina com curvaturas normais, cortar reto é o correto. Todavia, muitas pessoas já estão com distrofias ungueais, o que impossibilita fazer esse modelo de corte, como os exemplos acima.

Outras, desde cedo, já apresentam formatos nos cantos elevados, arrebitados. O que não permite o corte reto, pois ficarão cantos pontiagudos que serão desconfortáveis durante uso de calçados ou se raspar na pele. Eu chamo esse tipo unha de arma secreta, pois se passar na pele do outro ou de si próprio, riscará e poderá vir a ferir.

Também, verifica-se, na prática clínica, que muitas pessoas idosas, com diabetes ou outras doenças crônicas, possuem as lâminas espessadas e com diversas alterações na sua forma: telha, gancho, caracol, funil. Podendo estar acompanhada de onicomicose, verruga subungueal, queratose subugueal, onicofose e outras onicopatias.

Em tais situações, é inviável fazer o corte reto. Logo, é preciso ajustar o corte, retirando as áreas que estão descoladas, enroladas para baixo. Fazemos um certo ajuste ao formato que está na pele.

Unhas com distrofia

Aqui, a mesma pessoa acima, depois do corte e limpeza. Trabalho realizado por aluna do curso de podiatria, turma 59, julho 2023.

 

Quais as soluções para corrigir?

Quando possível, realizam-se os procedimentos de correção das lâminas com aplicação de órteses ou outras formas de barreira lateral, como os artefatos para o afastamento das pregas. E vamos esperar que a boa vontade da biomecânica possa ajustar e voltar a normalidade. Sempre é possível melhorar os pés.

Bem, agora que você já entendeu que nem sempre é possível realizar cortes retos, explique aos seus pacientes.
E vamos cuidar dos pés desde cedo para polpar o que for possível lá adiante.

Nossos pés são muito importantes. Eles nos sustentam o dia inteiro e nos conduzem pela vida. Vale a pena cuidar bem deles.

Precisando, aqui estamos nós. Se for fora na minha região, uma busca na internet sempre poderá achar muitas das enfermeiras
que tive o privilégio de ser mentora. Em Teófilo Otoni, clique aqui.

E vivam os pés saudáveis!

Com apreço,

Dra Beatriz F A Yamada – PhD
Enfa Estomaterapeuta e Dermatológica
Expertise em PodiatriCare

SÉRIE TECNOLOGIAS PARA FERIDAS: O ALGINATO

Continuando nossa série sobre tecnologias, vamos ao mago das águas, o Super alginato. Salvador dos marinheiros. Essa substância é usada para muitos propósitos, não sendo exclusividade do universo das feridas. Siga lendo e veja que conteúdo legal. Deixe seus comentários ao final.

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De onde vem o alginato?

 

O ácido algínico e seus sais, extraídos de algas marinhas, têm sido utilizados para vários propósitos comerciais tais como1:
estabilizante e espessante na indústria alimentícia (estabilizar a espuma da cerveja e controlar a viscosidade de sopas e molhos de saladas);

  • alimento de animais e peixes;
  • fertilizante agrícola;
  • preparações tópicas e soluções orais como laxantes e antiácidos;
  • adjuvante na fabricação de vacinas e componentes de moldagem na odontologia, entre outros.

No tratamento de feridas, suas propriedades curativas são conhecidas há vários séculos, sendo tradicionalmente denominadas como “a cura dos marinheiros”.1 Porém, foi somente em 1881, que o químico britânico Standford extraiu o ácido algínico.2 A fibra que se produzia na época era usada, principalmente, na indústria têxtil, sendo somente uma pequena parte aplicada em cirurgia e feridas. 1

Morgan, 1996,1 numa revisão da literatura referente ao alginato, constatou que foi somente a partir de 1948 que inúmeras publicações foram realizadas sobre sua aplicação em feridas de diferentes etiologias, ressaltando-se suas propriedades como agente hemostático tanto para prevenção quanto para controle de hemorragia e, bem como sua aparente ausência de toxicidade.

Na década de 70, o alginato passou a ser produzido sinteticamente, todavia devido aos custos elevados para essa produção, limitou-se a sua utilização por quase uma década. Com o avanço nas técnicas de produção e na melhor compreensão do processo de reparação tecidual, a partir da década de 80 ressurgiu o interesse por essa tecnologia, sendo a marca Sorbsan® a primeira a ser comercializada, em 1983.1

O alginato tem sido uma cobertura amplamente usada até os dias de hoje, e diversas marcas foram desenvolvidas a partir de então, com variação da sua composição na quantidade de ácido manurônico e gulurônico e dos íons de cálcio e sódio.

Existem quatro principais grupos de algas marinhas (verde, azul, vermelha e marrom). Os alginatos acontecem naturalmente como uma mistura de sais de ácido algínico encontrada principalmente na forma de sódio em certas espécies de algas marrons denominadas Phoeophyceae (feofíceas), incluindo: Macrocystis pyrifera (sargaço gigante); Laminaria digitata (sargaço rabo de cavalo); Laminaria Saccharina (sargaço doce). O rendimento da produção de alginato é de 20 a 25%, dependendo da espécie.1

A alga que é usada para produção de curativos é coletada principalmente das águas do arquipélago Hebrides, localizado na costa oeste da Irlanda, mas também de muitas outras costas marinhas ao redor do mundo.1

A estrutura do ácido algínico consiste na união de cadeias lineares de resíduos de ácido manurônico e do ácido gulurônico arranjados em blocos lineares. A proporção dos ácidos varia de uma espécie para outra. O alginato rico em ácido gulurônico forma um gel forte, mas quebradiço, enquanto o curativo rico em ácido manurônico é mais fraco, porém mais flexível. Esta proporção é importante, pois afeta a estrutura do polímero, por conseguinte a reologia, a formação do gel e a propriedade de troca de íons.1

Ao analisar as marcas de placas de alginato, verifica-se uma variabilidade das proporções dos ácidos e dos íons. Alguns possuem somente cálcio, outros cálcio e sódio. Todavia tanto as bulas quanto a própria literatura sobre feridas não são suficientemente esclarecedoras quanto ao processo realizado industrialmente.

 

O processo de fabricação

Para a fabricação da fibra de alginato é realizada uma reação de troca iônica.
A extração da alga marinha é feita com a utilização de diluentes de base alcalina, resultando na formação de um pó de alginato de sódio que, por ser solúvel em água, transforma-se numa solução coloidal viscosa. Essa solução é passada por um fino orifício para uma banheira que realiza movimentos giratórios, contendo íons de cloreto de cálcio. Assim, as fibras são precipitadas em alginato de cálcio insolúvel, sendo essa uma reação de decomposição dupla simples.1

Uma reação reversa ocorre quando as fibras de alginato de cálcio são colocadas em uma solução contendo excesso de íons de sódio. Os íons de cálcio das fibras são trocados por sódio e, assim, o material torna-se solúvel. Deste modo, quando em contato com o soro plasmático ou com o exsudato da ferida, o alginato de cálcio, que é insolúvel, é parcialmente convertido para um sal de sódio solúvel. Um gel hidrofílico é então formado sobre a ferida promovendo um meio úmido ideal para a reparação tecidual, e uma troca de curativo sem dor.1

 

A indicação para feridas

O alginato é uma cobertura absorvente, conseguindo reter de 15 a 20 vezes seu próprio peso em exsudato.1 Assim sendo, deve ser aplicada em feridas que apresentem exsudação moderada a elevada. Seu uso é indicado em feridas de diversas etiologias, sejam superficiais ou profundas, agudas ou crônicas, sangrantes ou não, com ou sem infecção. Com relação às feridas infectadas, escolher àqueles associados com antimicrobianos, pois terão melhor efetividade no tratamento.

O alginato pode estar associado a outras formulações como hidrogéis, hidrocolóides e colágeno. Sua apresentação também pode ser em pó, todavia a mais usual é em fibra, em forma de tira ou placa.

Quando na utilização em fibra, a recomendação de troca varia entre três a sete dias no máximo, ou quando estiver saturado. Ressaalta-se que dificilmente durará sete dias, dada sua principal indicação.

Em feridas altamente exsudativas, poderá durar menos que 24 horas, devendo o profissional avaliar adequadamente essa variável para determinar a periodicidade de troca.

Na prática, ao ser o exsudato transferido para o curativo secundário significa a saturação da fibra. A sua aplicação em feridas com baixo volume de exsudato provocará aderência completa no leito da ferida, ocasionando dor e perda da função do curativo.

Com relação às propriedades hemostáticas do alginato, é a presença do íon de cálcio que contribui no desencadeamento e evolução da via intrínseca da cascata de coagulação e, consequentemente, no controle do sangramento.

Existem muitas marcas no mundo e no Brasil que possuem essa tecnologia, que também tornou-se muito comum.

Espero que você aprecie, deixe seus comentários e encaminhe para a rede social de alguém.

Meu apreço a você que chegou até aqui e leu.

Dra Beatriz Farias Alves Yamada

Enfermeira (graduada em 1989) Estomaterapeuta e Dermatológica
Doutora e Mestre em Enfermagem pela EEUSP
Pós-graduada em Aromaterapia
Pós-graduanda em Ozonioterapia
Escritora, palestrante, professora
Empresária, proprietária das empresas byCorpus e IBYamada

 

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Referências

  1. Morgan D. Alginate dressings. Journal of tissue vaibility 1996; 7 (1).
  2. Standford E. On algin: a new substance obtained from some of the commoner species of marine algae. Chemistry News 1883; 47: 254-257. In: Morgan D. Alginate dressings. Journal of tissue vaibility 1996; 7 (1).

OBS: no material original, contribuíram comigo as enfermeiras: Cláudia Cristine de Souza Gonçalves; Maria Gabriela Secco Cavicchioli; Kelly Cristina Strazzieri Pulido; Rosangela Aparecida de Oliveira; Suely Rodrigues Thuler.
Acréscimos foram realizados nesse conteúdo atual.

SÉRIE TECNOLOGIAS PARA FERIDAS: O HIDROCOLOIDE

Tive a ideia que fazer uma séria chamada TECNOLOGIAS para feridas quando encontrei um arquivo com um material já produzido, tempos atrás. Já que tenho esse blog, considero que será mais útil aos profissionais terem esse material publicado aqui. Assim, farei a partilha dele por temas. Esse primeiro será sobre o hidrocoloide, o grande precursor das tecnologias.

A elaboração do conteúdo foi feita a partir da experiência clínica e da leitura das bibliografias abaixo, consultadas à época.

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Vamos lá saber mais sobre essa tecnologia tão presente em nossas vidas como especialistas?

O que é um hidrocolóide (HDC)? Hidrocolóide é a junção dos termos hidro + colóide que, misturadas com água, formam géis.

Os principais hidrocolóides encontrados nas tecnologias

Carboximetilcelulosepolímero solúvel em água obtido por meio da ação do derivado sólido do ácido cloroacético sobre a celulose alcalina. Age como espessante. Nos curativos sua principal função é hidratação.

Pectinacarboidrato purificado hidrossolúvel e absorvente, proveniente da parede celular das plantas, em contato com água a absorve tornando-se um gel.

Gelatina proteína purificada hidrossolúvel, branca ou levemente amarelada, cujo odor e sabor são pouco pronunciados. É obtida pela hidrólise parcial do colágeno da pele e dos ossos de animais.

 

As apresentações de coberturas feitas a partir de hidrocoloides e seu modo de usar

A apresentação de curativos com HDC s pode ser em placa, fibra, gel, pasta e pó e essa versatilidade permite utilizá-los em feridas superficiais ou profundas, de diferentes etiologias, com ou sem presença de necrose, infectadas (desde que haja antimicrobiano) ou não e em qualquer fase do processo de reparação, desde que a escolha seja norteada pela situação do leito da ferida, a saber, tipo de tecido, volume de exsudato, condição microbiana e também a situação da pele ao redor.

Nas feridas mais planas há mais versatilidade para selecionar qualquer uma das apresentações, desde que guiado pelo tipo de tecido e volume de exsudação. Naquelas com cavidades preenche-se com pasta ou fibra, e nas secas aplica-se o gel. Cuidado deve ser tomado na aplicação das placas aderentes em epitélios recém-formados, pois podem ser removidos no momento de sua retirada. Em feridas infectadas devem ser indicados apenas aqueles hidrocolóides acrescidos de substâncias antimicrobianas.

O hidrocolóide em fibra, mais conhecido como hidrofibra, é formado somente da carboximetilcelulose e tem como grande vantagem proteger a pele ao redor da ferida da maceração devido a sua propriedade de absorção vertical do exsudato, e ter apresentação com e sem antimicrobiano, ou seja prata. Como desvantagem, dor e traumatismos podem ocorrer caso haja aderência da fibra nas margens da ferida. Isso acontece devido ao menor volume de exsudato nessa interface e, como prevenção, pode-se umedecer esse perímetro com uma barreira oleosa de ácidos graxos essenciais, por exemplo.

Com relação ao exsudato, a apresentação em fibra é a mais versátil, pois, desde que tomados os devidos cuidados, pode ser indicada em presença de exsudação baixa a excessiva. Assim, quando aplicada naquelas com baixo volume é imperativo ser previamente umedecida, caso contrário produzirá ressecamento e aderência no leito. Nesse caso usar somente se não houver outra alternativa nos arsenais das tecnologias.

A fibra absorve o exsudato prendendo na sua estrutura as bactérias nele contidas. Também se conforma com o formato da ferida, promovendo um meio gelatinoso, similar a uma placa de hidrogel que, acredita-se, facilitar a reparação. Sua alta capacidade de absorção diminui as trocas, reduzindo custos com o tratamento e deixando a ferida seguir seu curso sem frequentes interrupções do processo de reparo. A apresentação com a prata executa seu papel bactericida na própria cobertura.

A apresentação de hidrocolóide em placa, composta externamente por filme ou espuma de poliuretano atua como uma barreira física impermeável aos líquidos, gases, vapores e microorganismos. Esse isolamento do ar atmosférico mantém a temperatura em torno de 37ºC, ideal para o crescimento celular, e provoca hipóxia no leito da ferida, estimulando a angiogênese e, adversamente a hipergranulação.

Os hidrocolóides em placas possuem também materiais adesivos sensíveis à pressão, cuja adesão inicial é maior que algumas fitas adesivas. Depois da aplicação, a absorção do vapor d’água transepidérmico modifica essa aderência aumentando-a mais ainda no decorrer do seu uso. Essa aderência não ocorre no leito da ferida devido à absorção do exsudato e consequente formação de gel.

Ao indicar-se as placas adesivas de hidrocolóide seleciona-se um tamanho de tal maneira que seja deixada uma margem de segurança de 1 a 2 cm para promover uma boa aderência na pele íntegra. O mesmo princípio deve ser considerado na utilização da fibra, pois na medida em que o exsudato é absorvido ela encolhe.

As placas adesivas podem ser classificadas como coberturas primárias (contato direto com o leito) ou secundárias (colocada acima da primária). As demais apresentações são todas primárias, necessitando sempre de uma cobertura secundária.

Comercializados em vários tamanhos, formatos e espessuras, as apresentações em placa adesivas e em fibra podem ser recortadas. Mas placas quando cortadas podem necessitar de ajuste com outra tecnologia como filmes de poliuretano ou fitas adesivas.

Os curativos de hidrocolóides podem permanecer na ferida até sete dias ou até quando houver sinais de saturação, mas sua permanência está intimamente relacionada ao volume de exsudato presente na ferida e a apresentação. Quando os curativos não são trocados a intervalos apropriados, pode ocorrer maceração da pele peri-ferida, exceção se faz a apresentação em fibra, que possui absorção vertical, como referido anteriormente.

Com relação à contra-indicação, os curativos de hidrocoloides placas adesivas convencionais (sem adição substância para controle microbiano) não devem ser aplicados em feridas infectadas, especialmente por anaeróbios, por favorecerem um meio ideal para a proliferação de microorganismos. Além disso, devem ser evitados por pessoas alérgicas aos componentes do produto. Ressalta-se que na presença de infecção sejam usadas as apresentações com presença de antimicrobiano.

As barreiras para uso nos dispositivos são feitos de hidrocoloides também. Aliás, é daí que tudo nasceu e foi derivado para as lesões de pele aguda e crônica.

Hidrocoloides podem ser usados até em recém-nascidos pré-termo. As apresentações extrafinas são bem adotadas para proteção em áreas de fixação de tubos, cateteres etc.

Existem muitas marcas no mundo e no Brasil que possuem essa tecnologia. Tornou-se muito comum.

Espero que você aprecie.


Dra Beatriz Farias Alves Yamada

Enfermeira (graduada em 1989) Estomaterapeuta e Dermatológica
Doutora e Mestre em Enfermagem pela EEUSP
Pós-graduada em Aromaterapia
Pós-graduanda em Ozonioterapia
Escritora, palestrante, professora
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Referências Consultadas

Moderno dicionário da língua portuguesa [on line]. São Paulo: Editora Melhoramentos Ltda; 2007. Disponível em <http://michaelis.uol.com.br> em 07 de dezembro de 2007.

Borges EL, Saar SRC, Magalhães MBB, Gomes FSL, Lima VLAN. Feridas: como tratar. Belo Horizonte: Coopmed; 2008.

Dealey C. Cuidando de feridas: um guia para as enfermeiras. São Paulo: Atheneu Editora; 2001.

Bryant RA. Acute and chronic wounds: nursing management. 2nd ed. St Louis: Mosby; 2000.

Silva AA. Carboximetilcelulose. [on line] Apresenta ficha técnica do produto. São Paulo: Minérios Ouro Branco Ltda. Produtos Químicos; 2004. Disponível em: <http://www.ourobranco.com.br/produto.php?id=35&&lingua=pt> em 07 de dezembro de 2007.

Plury Química. Carboximetilcelulose. [on line] Apresenta ficha técnica do produto. São Paulo: Plury Química Ltda. Área alimentícia; 2006. Disponível em: <http://www.pluryquimica.com.br/pdf/Carboximetilcelulose%20-%20CMC%205000.pdf> em 07 de dezembro de 2007.

Bajay HM, Jorge SA, Dantas SRPE. Curativos e coberturas para o tratamento de feridas. In: Jorge SA, Dantas SRPE. Abordagem multiprofissional do tratamento de feridas. 1ª ed. São Paulo: Atheneu; 2003. p. 81-99.

Worley CA. So, what do I put on this wound? Making sense of the wound dressing puzzle: part II. Dermatol Nurs 2005; 17(3):204-5.

La página de Bedri. Pectina. [on line] Apresenta o que é pectina, seus tipos e efeitos. Principado das Astúrias: La pagina de Bedri. Libreta de apuntes; [s.d.]. Disponível em: <http://www.bedri.es/Libreta_de_apuntes/P/PE/Pectina.htm> em 07 de dezembro de 2007.

[seminário on line]. Rio Grande do Sul: UFRGS; [s.d.]. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/Alimentus/ped/seminarios/geleificantes.doc> em 04 de dezembro de 2007.

Obs: no material original contribuíram comigo as enfermeiras: Cláudia Cristine de Souza Gonçalves ; Maria Gabriela Secco Cavicchioli; Kelly Cristina Strazzieri Pulido; Rosangela Aparecida de Oliveira; Suely Rodrigues Thuler.
Acréscimos foram realizados nesse conteúdo atual.

VOCÊ SABIA QUE EU CRIEI A byCORPUS, UMA MARCA DE PRODUTOS DE HIGIENE E HIDRATAÇÃO DA PELE?

Desde 2005, criamos uma empresa, com mais três sócios, de comercialização de produtos para atender público da minha especialidade, a estomaterapia. Por isso, a razão social foi batizada como Estomatech – tecnologia em estomaterapia ao seu alcance. De lá para cá muita coisa já mudou, inclusive o nome.

A razão social Estomatech foi mudada para byCORPUS Com. e Serv. Ltda, para assumir o nome do produto. Embora o foco seja nossa própria marca, a byCorpus, a Estomatech se mantém como um dos nomes fantasias, sendo uma área de negócios dentro da empresa, especialmente para área de podologia/podiatria.

Mas o que quero falar aqui é da criação do meu produto, chamado byCORPUS, que nasceu sete anos depois.

Então vamos lá contar história.

Um dia, resolvi que eu precisa ter um produto próprio. Como estava com mais tendências para a prevenção, e atuante na
área de podiatria tanto na clínica, quanto no ensino, me debrucei a estudar tudo que era preciso para criar um hidratante de A a Z que fosse ótimo para pessoas com diabetes. Nesse tempo de estudo, fui descobrindo coisas ótimas e foi uma grande realização.

Como já era pesquisadora, desde 2001, achei que era melhor saber o que as pessoas desejavam. Assim, criei uma pesquisa de campo e fui pedindo para pessoas da população geral, meus clientes e colegas enfermeiros responderem. Foi interessante o ‘conflito’ entre o desejo dos pacientes/população e dos enfermeiros. Fui criando certo consenso, na medida que a produto saindo do papel para bancada.

Uns anos se passaram entre a ideia e a chegada do produto na empresa. Foi uma super emoção, quando julho de 2012 chegou o primeiro lote para ser comercializado. Pouco tempo depois foram feitos os sabonetes.

Tive todo cuidado para fazer produtos que respeitassem à fisiologia da pele e que fossem seguros e eficazes. Para atestar a segurança, várias pesquisas foram feitas, e felizmente deu tudo certo.

Já são quase 11 anos que a byCORPUS está ajudando cuidar bem da pele de milhares de brasileiros.

O sabonete da byCorpus tem sido adotado por várias enfermeiras para higiene de lesões de pele de difícil cicatrização. O resultado é surpreende. Sabe o porquê? Microrganismos da flora da pele gostam de meio com pH neutro para alcalino, condição ótima para o crescimento deles. Feridas crônicas são polimicrobianas e “um campo de guerra”. Para fazer delas “um jardim florido” é preciso muita atenção nesse requisito básico: a higiene com pH acidificado.

Quer assistir uma aula da Enfa Maria Oliveira sobre isso? Clique aqui
Abaixo um parecer dela também.

PARECER TÉCNICO DO SABONTE byCORPUS

Declaro para os devidos fins que o sabonete líquido byCorpus exerce sua proposta de limpeza, removendo toda sujidade e mantendo a pele com hidratação e conforto. Além disso, reduz o nível de contaminação da pele, ao dificultar o crescimento de microrganismos locais, em função do sabonete ter um pH levemente acidificado, muito importante para equilíbrio do manto.
Portanto, firmo opinião técnica no sentido de constatar que o sabonete líquido byCorpus vai além do conforto e hidratação ao paciente, pelos seguintes aspectos:

1. Sua composição, com substâncias naturais e emolientes, permite ser usado em todo tipo de pele fragilizada ou vulnerável, como: gestantes, recém-nato termo e pré-termo e idosos.

2. Há benefícios do uso do sabonete líquido byCorpus aos acamados com comorbidades que refletem na pele o desequilíbrio da homeostase.

3. O referido produto, também atende a critérios como o de respeitar o pH fisiológico, os testes dermatológicos, oftálmicos e os devidos registros da Anvisa e a não inclusão de parabenos.

Sendo, então, o meu parecer técnico profissional favorável ao uso do sabonete líquido para higiene corporal, para pele peri estomias e também para pele fragilizada, apresentando lesões, como: skin tears, queimaduras, abrasões e, inclusive, as feridas crônicas estagnadas.

Maria Madalena Jorge de Oliveira do Amaral – COREN-RJ 214808-8
Enfermeira dermatológica, atua em assistência ambulatorial e domiciliária
Proprietária da Empresa Regênese.

Campos dos Goytacazes – RJ, 08/03/2023.

OBS: autorizo o uso deste documento em favor da empresa byCorpus para fins de divulgação a outros profissionais e redes sociais.