A Podiatria nas mãos – correção de distrofias

Há muitas pessoas com alterações na configuração anatômica das unhas. Unhas em formato de telhas, funil, caracol, ganchos etc acabam por desenvolver à onicocriptose (unha encravada). É mais comum nas unhas dos pés, mas acontece nas das mãos também. Essas distrofias causam incômodo e comprometimento da saúde e beleza da lâmina ungueal.

Somente quando aparecem esses casos é que vemos que o nome Podiatria ou Podologia deixa de contemplar as mãos. E faz até as pessoas perguntarem se tratamos unhas das mãos. Sim, tratamos. Isso é algo a se pensar em os termos. Nesse ponto, a dermatologia é mais definida porque abrange a pele e seus anexos.

Quero compartilhar uma experiência que tive no ano passado. Meu desafio era ajudar uma mulher – de 67 anos – a corrigir sua unha do dedo médio da mão esquerda que estava com onicocriptose e afunilada. Vide fotos abaixo.

Não entrarei em maiores detalhes da história clínica da cliente. Mas ela tem artrose e esse dedo estava também afetado. Já havia buscado ajuda profissional, e sua ‘prescrição’ era para remover a unha (SIC), e obviamente ela não aceitou.

Além da dor da artrose e da onicocriptose, havia também a micose, e isso era um impedimento para colocar órteses. Foi preciso primeiro tratar a micose com terapia fotodinâmica e outras medidas de cuidados. E, enquanto isso, para abertura da unha usamos anteparos bem finos, feitos com algodão e aderidos com adesivo de cianocrilato, e, também, afastadores da prega ungueal com fita microporosa (essa era uma tarefa de casa para ela). Inicialmente as sessões foram semanais, mas depois quinzenais. Embora com quebra de regularidade por impossibilidades pessoais.

Esse foi um tratamento feito a quatro mãos, porque houve completa adesão a todos os cuidados em casa. E acredito que foi essa parceria que nos possibilitou ganhar essa causa juntas. Fotos abaixo.

Agradeço a cliente por autorizar publicar as fotos. Assim, ela e eu permitiremos que outras pessoas verifiquem que é possível corrigir unhas distróficas das mãos com os recursos que se usam nas dos pés. Foram 23 atendimentos durante nove meses para ficar plenamente normalizada. Foi preciso adotar a paciência de Jó, pois é com essa que se consegue obter resultados positivos e receber alta. Nesse caso, sem fungos, sem distrofias e sem precisar arrancar a unha.

 


Nada melhor que poder ajudar alguém na recuperação da saúde.


Nada mais terapêutico que podiatria.


Enfa Dra Beatriz F Alves Yamada
Estomaterapeuta
CORen 49.517

Contato: WhatsAapp: 11 99617 4049
Nossa Rede: PodiatriCare

Há pés! Uma orientação em forma de prosa

Escrevi esse texto recentemente para publicar na inauguração do site da PodiatriCare. Nada mais é que uma orientação de cuidados escrita de modo mais leve, humorada, mas também sem perder o teor técnico e científico.

O texto está emoldurado em meu consultório. Quando recebo um cliente de podiatria, enquanto o atendo, solicito que leia essa prosa que fiz, se possível em voz alta para eu também possa ouvir.

É interessante observar o sorriso deles e o quanto há identificação com alguma parte do texto. Não é para menos, a experiência do dia a dia atuando em Podiatria foi na verdade minha própria inspiração para alguns dados. Como aqui é nosso site principal, quero postá-lo novamente.


Há Pés!

Os pés têm a dura tarefa de sustentar o corpo humano.

Com seus múltiplos ossos, ligamentos e músculos, uma base de sustentação é formada capaz de manter o homem em pé, movimentá-lo para todas as direções, seja andando, correndo, trotando ou passeando.

Os pés permitem ao ser humano pular, dançar, saltar, nadar, brincar e sonhar. Tão importantes que são, já inventou-se música para os pés: “meu pé, meu querido pé, que me aguenta o dia inteiro…”. De fato, os pés são heróis!

Há pés finos, macios, grossos, rachados. Pés bem feitos, tortos, retos, chatos e cavos. Pés suados, secos, ressecados, com chulé (bromidrose).

Há pés sofridos pelos calçados ou por falta desses, sofridos pelo peso excessivo do corpo. Cada um tem seu pé.

Há também pessoas apaixonadas por pés (um fetiche), as neuróticas por cuidados, mas há aquelas que parecem não ter pés, porque esquecem de cuidar deles. Como alguém esquece de seu pé?

Há pés insensíveis. Esses pés merecem muita atenção e cuidado pelo alto risco de se lesionarem, se ferirem, infectarem e até amputarem. E sobre esses, deixo meu recado: cuidado em que mãos está entregando seus pés!! Esses pés precisam de mim, precisam de enfermeiros, precisam de podiatria.

Há pés e há unhas…

Cada pé tem cinco dedos que são recobertos por um anexo da pele, a unha. Há unhas lindas, curtas ou compridas, são translúcidas e belas. Mas as mulheres adoram pintar de vermelho, azuis, marrom, cores mil. Ficam lindas por fora, mas o uso crônico deixam as unhas manchadas, amarelas e com risco de contrair fungos. Viva o natural!

As unhas possuem um selo de proteção, as cutículas. Há muitas mulheres (e até homens) que as tiram. Para todos deixo um recado: prestem atenção! Saúde não tem preço. Eu optei pela saúde, deixo minhas cutículas no lugar.

Tirar as cutículas é se submeter a contrair doenças contagiosas sistêmicas e fungos nas unhas. E unhas com fungos causam destruição, deixam aparência espessa, amarela e, porque não dizer: ficam feias e causam baixa autoestima. Como usar rasteirinha com tais unhas à vista? Como ir à piscina? Beijar esses pés? Haja amor ou loucura.

Proseado à parte, seus pés merecem o mesmo cuidado de qualquer área delicada do corpo. Então, corte as unhas corretamente, deixe sua cutícula no lugar, modere nos esmaltes. Hidrate seus pés sempre após o banho, aproveite e faça uma massagem. Use sapatos confortáveis, limpe-os e deixe-os pegando um ventinho básico.

Beleza é bom, conforto é bom demais. E saúde? Nem se fala.

Se porventura tiver onicomicoses, unhas distróficas, calos e calosidade não hesite em buscar cuidados podiátricos.

Fungos: a terapia fotodinâmica com laser cura. Com persistência.

Distrofias: se corrige. Com paciência.

Calos e calosidades: se desbrida. Sempre.

Há pés! E precisam de cuidado e atenção.

 

Dra Beatriz Farias Alves Yamada
Enfermeira Estomaterapeuta e Psicóloga

Pele e pés no carnaval

O carnaval está chegando, e a pele e os pés podem ficar sofridos.

A pele muito exposta ao sol corre sérios riscos de sofrer queimaduras de primeiro ou mesmo de grau maior.

Os pés, além da dor do pula, pula e de pisarem um nos outros, bolhas e feridas e unhas traumatizadas são frequentes.

Então vamos a umas dicas?

  • Beber muita água para repor as perdas do intenso suor e hidratar bem as células. Comer frutas frescas é uma boa pedida.
  • Nada de esquecer de aplicar protetor solar.
  • Melhor usar aquele sapato que os pés já estão estão acostumados, mesmo que velhos. Mas vale o conforto que a beleza! Embora tenha adeptos do contrário.
  • Depois da festança, tomar aquele banho refrescante e deixar os pés de molho na água com um pouco de sal, se for grosso melhor ainda. Isso pode ajudar no relaxamento.
  • Passar hidratante, massagear e ‘bora’ por as pernas pra cima para melhorar a circulação.

Aos que curtem a festa, divirtam-se. Vale aquela dica: “se dirigir não beba”.

Enfa Dra Beatriz F A Yamada
Estomaterapeuta.
WhatsAap: 11 99617 4049

Micose nas unhas tem cura?!

Chega o verão e dá aquela vontade de ir à praia, molhar os pés, caminhar na areia e aproveitar a natureza.

Quem não quer ter pés bonitos, unhas bem feitas e saudáveis? Com certeza todos nós.

Mas quando as unhas estão acometidas com fungos, muitos têm vergonha de deixar seus pés expostos e ser alvo de olhares alheios. De outro lado, há aqueles que não se preocupam com isso, vão a todo lugar, usam piscina e outros ambientes públicos. Pensando em saúde pública, quem tem micoses nas unhas não deveriam frequentar piscinas públicas, pois gera contaminação.

Os fungos são aqueles inimigos invisíveis a olhos nu. Entram de mansinho, trabalham quietos, vão tomando espaço e deixando sua marca registrada, que é a destruição nas unhas, ao longo do tempo. O pé é uma bom lugar para os tais fungos viverem, porque reúne tudo de bom para o inimigo: calorzinho, escurinho e umidade.

Respondendo a pergunta do texto: sim, micose tem cura. Mas, é preciso paciência e cuidados de longo prazo e para sempre e sempre. Se não, como diz minha querida amiga, a Professora Euridea Castro…

“E quando pensamos que eles acabaram, ressurgem das cinzas trépidos e fagueiros, para iniciar um novo ciclo”.

Então, é preciso muita paciência para manter cuidados com os pés e calçados. Paciência para mudar o ambiente onde o fungo gosta de viver. Limpar bem os calçados com desinfetante, alternar uso dos mesmos, e boa lavagem das meias – e que estas sejam de algodão.

Dica: lavar os pés com sabonete com pH acidificado* e, depois, deixar uns minutinhos de molho na água com vinagre é uma boa pedida, porque a pele fica mais ácida, fator importante de defesa contra os patógenos. Secar os espaços entre os dedos é outro cuidado fundamental.

Há tratamento medicamentoso por via oral ou local. Na primeira opção é preciso cuidado e bom acompanhamento médico, porque podem causar toxicidade no fígado. Os tratamentos locais, por outro lado, podem ter pouco efeito dada a característica da unha. Passar esses produtos tópicos sem um bom preparo da lâmina é também trabalho pouco efetivo.

Mas há outro tratamento que tem sido vantajoso por não ter efeitos colaterais, que é feito com LASER. Para isso é usada uma técnica que se chama terapia fotodinâmica, onde se associa um corante para absorver bem a luz. Essa interação causa destruição do fungo. Todavia, é preciso também aquela dita paciência e várias sessões. E é um tratamento que depende também de acompanhamento profissional**.

Por fim, é possível se livrar dos inimigos invisíveis. Mas exige esforço e cliente e profissional persistentes.

Para terapia fotodinâmica e demais cuidados, busque um enfermeiro atuante em Podiatria Clínica.

Enfa Dra Beatriz F Alves Yamada
Estomaterapeuta COREn-SP 49.517
Contato via WhatsAap Bussiness: 11 99609 4381


* Sabonete acidificado você pode ter uma opção na by Corpus, nossa marca.

**Enfermeiros Afiliados à PodiatriCare

Por que celebrar novembro azul?

Segundo a estimativa do Instituto Nacional de Câncer para 2016, no Brasil teriam mais 61.200 novos casos de câncer de próstata, sendo este o que mais afeta os homens1. Nos Estados Unidos esse é terceiro tipo e foram estimados para 2017, segundo a American Cancer Society (ACS), 161.360 casos novos, com 26.730 mortes2. Essa mesma entidade, ACS, registra uma relação de dignóstico de 1:7. Ou seja, um a cada sete homens serão diagnosticados com câncer de próstata durante a vida, especialmente em idosos, cuja relação aumenta ainda mais, 6:10 em homens com idade igual ou maior que 65 anos. É um tumor raro em homens abaixo de 40 anos. A idade média dos homens, quando diagnosticados, é de 66 anos2.

O câncer de próstata afeta os homens, pelo simples fato de apenas homens terem essa glândula, que se localiza perto da bexiga, ureta e reto e tem função de secretar líquido que compõe o sêmem que é nutridor e protetor dos espermatozóides. Por isso sua retirada traz as consequências urinária e sexual.

O risco desse tipo de câncer aumenta com a idade, com história familiar do mesmo tipo de câncer e também sobrepeso e obesidade, mas tal risco pode ser reduzido ao se adotar um estilo de vida saudável (atividade física, boa alimentação, não para tabagismo e evitar consumo de álcool). Os sintomas apresentados relacionam-se a dificuldade de urinar, demora em começar e terminar de urinar, sangue na urina, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite2,3 .
Ressaltando... veja o quanto a alimentação rica em vegetais pode nos proteger de doenças e o quanto comidas processadas e cheias de conservantes podem nos enfraquecer. Hipocrates tem toda razão ao dizer:

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

 

É preciso ir ao médico para avaliação e diagnóstico. Muitos homens hesitam em se consultar, por preconceito ou receios, quanto ao exame de toque retal. Exame esse tecnicamente simples, que auxiliará o urologista na avaliação do tamanho e textura da glândula e o norteará para solicitação de outros exames para confirmação de sua hipótese dignóstica. Com um toque é possível detectar alterações na glândula. E a detecção precoce do tumor pode favorecer a realização de procedimentos operatórios menos agressivos ao corpo, diminuindo as consequências para a saúde do homem decorrentes do procedimento operatório, tais como a disfunção erétil e a incontinência urinária, com todo seu desdobramento emocional.

Há divergência entre os especialistas em fazer ou não rastreamento, não pela realização do exame em si, mas por outras consequências de resultados falsos positivos, por exemplo2,3,4. O rastreamento seria por uma campanha pública.

Rastreamento a parte, ir periodicamente ao um urologista deve partir de um interesse pessoal do homem. Em minha visão feminina e de profissional de saúde, assim como a mulher vai constantemente a um ginecologista, um homem poderia adotar a mesma prática e ter seu urologista de confiança. Não deixar de ir ao médico por receio do exame retal. Não procurar ajuda apenas quando houver sintomas.

Na ausência de sintomas, numa consulta inicial, um bom papo com o urologista já poderá ser muito útil, e com o estabelecimento de um vínculo profissional afrouxar-se-iam a resistência, medos e tabús. Confiança numa relação profissional é tudo e apenas se confia em alguém convivendo com ele. Nesse caso, profissionalmente falando, indo a consulta a vinculação tem tudo para acontecer. É preciso também que o profissional seja sensível e empático.

Como dito antes, uma das consequências da retirada da próstrata é a incontinência urinária (IU), cujo grau de perda pode variar de uma pessoa para outra, a depender do comprometimento anatômico devido a operação. Num estudo sobre prevalência com uma amostra de 746 homens submetidos a prostatectomia radical, 172 (23%) ficaram com IU depois de 12 meses de operado5. Anos depois da operação, além da IU, consequências emocionais também são encontradas, tais como distresse e hiper excitação6. Tais efeitos são potencializados pela perda urinária e as alterações sexuais. O distresse é encontrado em vários estudos científicos de segmento de homens prostratectomizados.

Perceba. Um homem com tais compromentimentos necessitará além de seu médico, assistência especializada de outros profissionais como estomaterapeutas ou fisioterapeutas atuantes em incontinência, psicológos ou sexólogos. Tais profissionais são importantes para ajudarem esse homem a fortalecer o corpo e alma e o capacitar para um viver melhor. Livre de um câncer, mas vivo para viver uma vida ressignificada.

Dada a alta incidência desse câncer em nosso país, promover campanhas como o novembro azul é importante para ampliar a consciência do homem para mudar seu estilo de vida e ter um viver saudável, ir ao consultório médico para examinar-se, munir-se de toda informação e colocar em prática. Tais medidas podem impedir que o câncer apareça, e se por ventura acontecer, que tenha a felicidade de ser dectado o mais precocemente possível, ser assistido em todas as suas necessidades e restabelecer-se para viver de modo pleno.

Compartilhe e colabore com o novembro azul!

Dra Beatriz F Alves Yamada – PhD, Ms

Psicóloga Clínica- CRP 06/127735
Enfa Estomaterapeuta – Coren-SP 49.517

www.institutobeatrizyamada.com.br


Fontes Consultadas

1.http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/tabelaestados.asp?UF=BR
2. https://www.cancer.org/cancer/prostate-cancer.html
3.http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/comunicacao/cartilha_cancer_prostata_2017_final_WEB.pdf
4. http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view_arq.asp?ID=1967
5. Tienza A, Robles JE, Hevia M, Algarra R, Diez-Caballero F, Pascual JI. Prevalence analysis of urinary incontinence after radical prostatectomyand influential preoperative factors in a single institution. Aging Male.2017 Aug 31:1-7. doi: 10.1080/13685538.2017.1369944.
6.Egger SJ, Calopedos RJ, O’Connell DL, Chambers SK, Woo HH, Smith DP. Long-term Psychological and Quality-of-life Effects of Active Surveillance and Watchful Waiting After Diagnosis of Low-risk Localised Prostate Cancer. Eur Urol. 2017 Aug 26. pii: S0302-2838(17)30699-1. doi: 10.1016/j.eururo.2017.08.013.

 

A Podiatria no Congresso da SOBRATAFE

Está ocorrendo em São Paulo, nesses dias, o III Congresso de tratamento avançado de feridas – da Sociedade que leva esse nome.

Amanhã, juntamente com a minha colega Cristina Carvalho, faremos uma mesa sobre “A Podiatria como estratégia de prevenção”, com foco no atendimento aos diabéticos. Minha palestra será sobre “Terapia fotodinâmica para manejo de feridas e onicomicose”.

A podiatria clínica é uma especialidade de enfermagem que cresce a cada dia no Brasil. Nosso instituto tem se esmerado em desevolver outros enfermeiros por meio de seus cursos de capacitação e aperfeiçoamento na área. Esse crescimento se dá não apenas pela oportunidade e facilidade para empreender, mas especialmente, do ponto de vista de saúde, pela sua importância para o tratamento clínico das distrofias das unhas e as alterações da pele, entre outros problemas relevantes, de pés com maiores complexidades como os das pessoas com diabetes, doenças circulatórias e idosas.

A onicomicose (fungos nas unhas) é um afecção que acomete inúmeras pessoas e é de difícil tratamento, em função das dificuldades em se mudar o ambiente que favorece o crescimento dos fungos: calor, umidade e falta de luminosidade, a saber, escuro, dentro dos calçados. Acomete qualquer pessoa, especialmente quando as defesas estão em baixa.

Como um ser vivo, precisa alimentar-se, e usa a própria unha como seu alimento. Em função disso, as unhas ficam descoladas (onicólise), de aparência ruim, manchadas, às vezes decompondo-se e com odor desagradável.

O tratamento é um grande desafio devido a esse ambiente favoravel ao fungo. É preciso uma série de cuidados podiátricos que envolvem: higiene, desbastamento e remoção da parte da lâmina comprometida e aplicação de substâncias tópicas antifúngicas. Além de cuidados com os calçados, meias e o próprio banheiro.

Dicas que ajudam a equilibrar o pH e melhorar a defesa da pele

  • Higienizar os pés sempre com sabonete acidificadohttp://www.bycorpus.com.br
  • Deixar os pés de molho com água com vinagre, pelo menos uma vez por semana por 5 a 10 minutos (para cada litro duas colheres de sopa de vinagre de maçã).

Aqueles que têm condições sistêmicas, os médicos podem prescrever medicamentos oral, de modo cauteloso devido aos riscos de toxicidade hepática. Outros indicam drogas tópicas, como esmaltes. Entre as possibilidades, e sem efeitos adversos, está a aplicação terapia fotodinâmica (TFD) com o uso de LASER ou LED, que somente pode ser realizada por profissionais com formação para isso, como os enfermeiros atuantes na podiatria (especialistas em podiatria, estomaterapia ou dermatologia ou aqueles capacitados, aperfeiçoados ou habilitados). Alguns podologistas e podólogos também realizam os mesmos procedimentos.

A TFD é um tratamento efeitvo, mas paulatino, com muito mais vantagens que desvantagens. Ao meu ver e experiência, o principal fator negativo é estético (o corante azul), com o qual 99% das pessoas que buscam esse tratamento em nosso serviço, não dão qualquer importância. Sendo persistente com o tratamento e “hostil” com os fungos, no sentido que dificultar as coisas para eles, a saúde da unha pode ser restaurada e auto-estima devolvida.

A TFD também é uma grande aliada no manejo de feridas, para combater a microbiota presente no leito, um fator que compromete sensivelmente a reparação tecidual.

Ressalto que, tanto para um quanto para outro, existem protocolos corretos de aplicação, e sobre isso falaremos no congresso.

Agradeço a comissão organizadora do evento pelo convite.

Dra Beatriz Yamada
Estomaterapeuta

I Teleconferência Internacional no IBYamada

Amanhã o IBYamada realizará sua primeira teleconferência internacional.

Escolhemos um tema relevante para prática clínica dos enfermeiros especialistas em cuidado com a pele, que é a prevenção de lesões por pressão em crianças.

Para isso, convidamos a enfermeira ET, Louise Lalande, do Canadá, que esteve presente em nosso III SimPele, em abril passado.

Louise tem uma grande expertise em cuidados infantis, sendo uma palestrante atuante em vários países onde ministra aulas em cursos de especializações em estomaterapia, bem como palestrante em congressos, conferências etc.

Foi presidente do Conselho Mundial de Estomaterapeutas, tendo atuado previamente em outros cargos, especialmente no Comitê de Educação.

É uma grande honra tê-la em nossa história.

A conferência será amanhã, dia 23, com inscrição estendida até as 9h. E será em homenagem ao dia mundial de prevenção desse tipo de lesão, que ocorrerá dia 16/11/17. A conferência será gravada em inglês a fim de ser enviada pelo mundo afora.

Agradecemos o apoio institucional dos presidentes da SOBEST (Enfa Dra Angela Bocara de Paulo) e SOBENDE (Enfo MS Diego Bonil) e a BYCorpus/Estomatech pelo suporte financeiro.

Clic aqui para se inscrever: https://institutobeatrizyamada.com.br/curso/teleconferencia-

internacional-prevencao-de-lp-em-criancas/

Feridas em Crianças

Ter ferida traz comprometimento em várias esferas da vida, seja física, financeira, social, e, especialmente, emocional.

Acomete qualquer pessoa, principalmente idosas com doenças crônicas. Todavia, as crianças não estão imunes de terem feridas agudas e crônicas.

Crianças podem ter feridas decorrentes de traumas (quedas, queimaduras), anomalias, doenças que levam a imobilidade, como as lesões por pressão ou por procedimento operatórios, entre outros.

Já parou para pensar o que uma ferida representa ou significa na vida de alguém?
O que é ter uma pele com perda de descontinuidade, coberta com curativos ?
O que é passar anos sem poder tomar um banho completo e livre de bandagens ? No odor e aparência da lesão?
Já pensou ter ter um lindo bebê e estar com sua pele ferida?
O quanto de traumas no psiquismo uma ferida pode causar?

São questionamentos para você que está lendo pensar um pouco na importância do tema, porque, feridas/lesões, sejam agudas ou crônicas, causam dor, alterações na imagem corporal, na autoestima e tantos outros problemas.

Pelo fato de ser uma situação tão delicada, requer atenção especializada de profissionais da saúde, entre eles, os enfermeiros em estomaterapia ou dermatologia, as duas especialidades da enfermagem com foco em cuidados com a pele.

Diante da demanda e as dificuldades para cicatrização das pessoas com feridas, surgiram ao longo do tempo tecnologias de diferentes matérias primas para tratamento tópico. Embora feridas sejam feridas, o tratamento de uma criança tem outras necessidades, e saber escolher as tecnologias para essa faixa etária e conduzir o tratamento tópico exigem um saber distinto.

Devido as peculiaridades para se tratar dessa população, realizamos um curso com esse público alvo e convidamos uma estomaterapeuta pediátrica, Luciana Pacehco, para apresentar sua experiência com você.

Não perca essa opotunidade ímpar. Clica nesse link e faça sua inscrição.

Esperando por você.

Dra Beatriz Yamada – ET
Diretora

Setembro verde e a Prevenção de Câncer colorretal

O câncer colorretal (CC) interessa para várias áreas do saber, dentre estas: a medicina, a nutrição, a estomaterapia e a psicologia.

Em função do setembro verde, quero salientar esse tema nessa matéria. Já tenho uma vivência de 19 anos assistindo pessoas que sofreram CC e que necessitaram derivar seu instestino para o abdomem. Vejo seus sofrimentos, dores e angústicas, mas também a luta pela vida. Constato que a maioria de meus clientes tem sido capaz de superar as dificuldades impostas pela doença, buscando um novo sentido à experiência.

Quão frequente é esse câncer?

Olhei aguns estudos científicos para pontuar a sua incidência. Em cada país pode ser diferente, estando os casos em crescimento ou até redução. Apenas para exemplicar, no Japão o CC é o mais incidente dos cânceres – 6,654 casos, com 16,0% 1; na China, ocupa o quarto lugar (28,64%), dentre dos dez principais 2; na Austrália está havendo aumento da incidência em faixas estárias mais jovens3, o que mostra uma preocupação na saúde pública. Já no Brasil, numa avaliação de casos entre 1980-2013, constatou-se que o CC tem tido aumento das taxas de sua mortalidade nas últimas três dácadas4. Isso é bem preocupante, não é?

O que causa o câncer colorretal?

É difícil saber, porque câncer em si pode ter diferentes causas. E o CC certamente não é diferente. Mas encontro um estudo nacional que aponta uma relação com o estilo de alimentação, estando aumentado naqueles que consomem mais carne e menos de vegetais, frutas e grãos integrais5. Então, é bom pensar que o que comemos pode fazer toda diferença em nossa saúde. “Que nossa alimentação seja nosso próprio remédio”.

A inserção da estomaterapia nessa área

O câncer colorretal é a maior causa de realização de estomias intestinais. Quando não há mais a possibilidade de refazer a comunicação do intestino (a anastomose), os cirurgiões necessitam abrir uma boca no abdomem (estomias) para poder ser eliminado o conteúdo fecal e, assim, permitir que vida continue.

Não se pode jamais esquecer que as estomias são a essência de um Estomaterapeuta (ET), porque foram destas que a especialidade se originou há mais de 50 anos. A pessoa estomizada, seja definitiva ou temporariamente, necessitará dos bons cuidados e orientações de um ET para aprender a lidar com seu novo corpo. Isso inclui a manipulação da estomia, os cuidados com a pele, familiarização com os equipamentos coletores, reforço na orientações sobre a nutrição, a vida social e íntima, acolhimento emocional, entre outros. Um ET, usando seu saber em educação em saúde e sua sensibilidade e empatia, ajuda a pessoa com estomia a assumir seu autocuidado, a fim de alcançar a melhor reabilitação possível. Assumir o autocuidado é imperativo para devolver a autonomia e o controle de próprio corpo.

A atividade de um ET já deve ser iniciada antes mesmo da cirurgia, orientando, tirando as dúvidas do paciente e realizando a demarcação do estoma, para que o cirurgião possa implantar no melhor lugar possível. Isso será fundamental para a segurança posterior do paciente, além de mais economia de recursos financeiros, sendo um direito daquele e um dever do médico e do ET. Lamentavelmente, essa prática tem sido muito negligenciada em nosso país. Eu nunca recebi um cliente que tenha me referido ter sido demarcado no pré-operatório. Há 19 anos eu faço a mesma pergunta, e a resposta tem sido a mesma: Não sabe. E claro que o paciente lembraria porque esse é um procedimento no qual o paciente participa ativamente.

Enfim, um ET será sempre um grande aliado de um paciente estomizado e com ele permanecerá em toda a sua trajetória, tendo mais ou menos necessidade de cuidados. Se você está lendo essa matéria e não conheceu um ET ainda, não hesite em econtrá-lo. Talvez você esteja fazendo rituais com seu estoma que não são as melhores práticas de cuidados. Há vários pelo Brasil. Também não deixe de procurar uma associação de estomizados e encontrar pessoas que possam enriquecer sua experiência.

Um olhar ao psiquismo

Embora a estomia seja o que possibilite manter a vida, não há dúvidas que a pessoa sofre alteração na sua imagem corporal, pois a anatomia e função estão modificadas e, portanto, precisará ressignificar esse corpo e integrar essa experiência no seu psique-soma. Dessa ressignifação dependerá a melhor adpatação da pessoa à nova condição corporal, especialmente se definitiva.

Verifica-se que quanto mais jovem a pessoa e maior peso do corpo, mais alteração na imagem corporal pode ser encontrada, sendo os homens os mais afetados. Na primeira condição, isso se dá pelo fato das pessoas mais jovens terem mais preocupação com sua aparência e estarem mais ativas na vida social e sexual. Já quanto a obesidade, a dificuldade está em ajustar as vestimentas6. Nessa questão da obesidade, destaca-se outra dificuldade que as Estomaterapeutas têm para adequar os equipamentos coletores, e também o fato dessas pessoas correrem sempre riscos das suas bases se solteram da pele e haver estravazamento do conteúdo fecal, causando-lhes enorme, constrangimento, pricipalmente se ocorrer em ambientes públicos. Para isso se faz necessária a demarcação do sítio do estoma, conforme referido acima. Mas, por vezes, os pacientes e seus familiares estão emocionalmente tão invadidos pela notícia do câncer, que as demais questões ficam secundárias. Considero que cabe aos profissionais o cuidar de cada detalhe do presente, a fim de diminuir os problemas adiante.

A depressão e a ansiedade podem se fazer presentes nesses pacientes6, necessitando atenção psicológica e por vezes psicoterapia. Diante disso, é importante que os profissionais mais próximos dessas pessoas, como médicos e enfermeiros, percebam as necessidades emocionais dos pacientes e os referendem para os psicológos ou psicanalistas. O melhor é que isso fosse feito já no pré-operatório. Todavia, há sempre um dose de preconceito da população em geral de realizar terapia individual ou mesmo em grupo. Assim sendo, por vezes grupos de acolhimento podem ser úteis e bem mais aceitos. Indubitavelmente, que se um profissional da área psi estivesse mais próximo dos seres humanos quando nessa ou em outras necessidades da vida, o enfrentamento dos problemas poderiam ser mais facilmente resolvidos ou minimizados. Os pacientes poderiam se tornar mais empoderados para o enfrentamento das vicissitudes.

 

O Setembro verde

Diante no exposto, considero que essas são boas razões para mais divulgação nas mídias a respeito do câncer colorretal. Assim, viva o setembro verde. Pode ser verde de verdura, vegetais, mas, também, verde de esperança em mudança no estilo de vida da população e com ela vislumbrar-se a redução da ocorrência de uma doença que tem potencial para ser prevenido.

Invista na sua saúde. Alimente-se bem e evacue bem também, pois a alimentação rica em fibras, a ingestão de líquidos, compatível ao peso corporal, e a evacuação das fezes, em posição correta, poderão ser aliadas na prevenção desse câncer. Desse modo, uma estomia pode ser evitada e a imagem de seu corpo ser mantida do modo como veio ao mundo, com cada órgão no seu lugar. Mas, se você já tem uma estomia devido ao CC ou por outra razão, aceite a vida recebida e viva-a em toda sua plenitude, ressignificando sua existência num corpo com uma modificação que não incapacita o viver.

Colabore com a campanha. Compartilhe!

Dra Beatriz Farias Alves Yamada – PhD, Ms
Estomaterapeuta – COREN-SP 49.517
Psicóloga clínica – CRP 06/126735

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Referências citadas

1.Nakagawa-Senda H, Yamaguchi M, Matsuda T, Koide K, Kondo Y, Tanaka H, Ito H. Cancer Prevalence in Aichi, Japan for 2012: Estimates Based on Incidence and Survival Data from Population-Based Cancer Registries. Asian Pac J Cancer Prev. 2017 Aug 27;18(8):2151-2156.
2. Zheng R, Zeng H, Zhang S, Chen W. Estimates of cancer incidence and mortality in China, 2013. Chin J Cancer. 2017 Aug 17;36(1):66.
3. Troeung L, Sodhi-Berry N , Martini A, Malacova E, Ee H, O’Leary P, Lansdorp-Vogelaar I, Preen DB. Increasing Incidence of Colorectal Cancer in Adolescents and Young Adults Aged 15-39 Years in Western Australia 1982-2007: Examination of Colonoscopy History. Front Public Health. 2017 Jul 24;5:179. doi: 10.3389/fpubh.2017.00179. eCollection 2017.
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